Eu posso imaginar a sua perturbação, a sua solidão.
Você pensava que, se o amor fosse aquilo, se um casal fosse aquilo, seria preferível viver sozinha e nunca se apaixonar.
Você não tinha nenhum lugar que fosse seu no mundo dos adultos.
Estava condenada a ser forte porque todo o seu universo era precário.
Eu sempre senti, ao mesmo tempo, a sua força e a sua fragilidade subjacente.
Eu gostava da sua fragilidade superada, admirava sua força frágil.
Nós éramos, eu e você, filhos da precariedade e do conflito.
Fomos feitos para nos proteger mutuamente contra ambos, e precisávamos criar juntos, um pelo outro, o lugar no mundo que originalmente nos tinha sido negado.
04 maio 2008
02 maio 2008
Onde você estava com a cabeça na hora do terremoto?
Se tu é como eu, retirante sulino, que abandonou sua terra para "viver" em São Paulo, eu tenho certeza absoluta que tu não precisa de internet, tevê ou i-phone para se informar sobre o que acontece aqui na paulicéia.
Porque tu tens a "tua mãe".
Sim, foi ela que ligou quando uma lotação foi engolida na construção do Metrô Pinheiros, quando o avião da TAM (que vinha de Porto Alegre!!!!) explodiu em Congonhas, e quando uma menina indefesa foi jogada pela janela.
Ela liga quando chove demais e o Rio Pinheiros transborda, liga quando não chove há algum tempo, a poluição se torna muito elevada e o ar quase irrespirável.
E claro, a sua, assim como a minha mãe ligou quando São Paulo tremeu.
- Alô?
- Minha filha! Como tu tá? (minha mãe grita no telefone, sempre)
- Bem mamis e tu?
- Juliana? Teve um terremoto aí em São Paulo (entra Willian Waack falando sobre o acontecido)
- Aí, mãe, hein? Furando a TV Globo.
- Tu não tá sentindo?
- Claro que não mãe, não senti nada...
- Ai, Juliana...tu sempre distraída...capaz de cair a casa na tua cabeça e tu nem perceber...
- Ok, mãe, ninguém sentiu...(ao que Roberta retruca da sala)
- Olha, eu senti!...
- Viu! Tudo acontece aí nessa cidade, olha quanta tragédia desde que tu foi praí!! No Rio também, só desgraça, é epidemia de dengue, violência, pai matando filho... é o final dos tempos, minha filha, e vai começar por aí...tu sabe que aqui a qualidade de vida é muito melhor, pelo menos o trânsito anda, não explode aeroporto ou metrô...olha, Juliana, sinceramente, eu não sei, não sei o que tu viu nessa cidade...aqui pelo menos tá perto da família...mas não, parece que tu gosta de viver no olho do furacão!
(suspiro)
- Ok, mãe! A região sul do Brasil é realmente muito legal, mas pelo menos aqui quase todo mundo que eu conheço SABE como funciona um GPS, e nem por isso tem a BRILHANTE idéia de sair voando em balões de aniversário. Ou seja, me identifico mais com a loucura daqui. Sorry.
(silêncio)
...
- Tudo bem, minha filha. Fica com Deus.
- Amém! Te amo mãe!
(com Deus e longe de padres!)
Porque tu tens a "tua mãe".
Sim, foi ela que ligou quando uma lotação foi engolida na construção do Metrô Pinheiros, quando o avião da TAM (que vinha de Porto Alegre!!!!) explodiu em Congonhas, e quando uma menina indefesa foi jogada pela janela.
Ela liga quando chove demais e o Rio Pinheiros transborda, liga quando não chove há algum tempo, a poluição se torna muito elevada e o ar quase irrespirável.
E claro, a sua, assim como a minha mãe ligou quando São Paulo tremeu.
- Alô?
- Minha filha! Como tu tá? (minha mãe grita no telefone, sempre)
- Bem mamis e tu?
- Juliana? Teve um terremoto aí em São Paulo (entra Willian Waack falando sobre o acontecido)
- Aí, mãe, hein? Furando a TV Globo.
- Tu não tá sentindo?
- Claro que não mãe, não senti nada...
- Ai, Juliana...tu sempre distraída...capaz de cair a casa na tua cabeça e tu nem perceber...
- Ok, mãe, ninguém sentiu...(ao que Roberta retruca da sala)
- Olha, eu senti!...
- Viu! Tudo acontece aí nessa cidade, olha quanta tragédia desde que tu foi praí!! No Rio também, só desgraça, é epidemia de dengue, violência, pai matando filho... é o final dos tempos, minha filha, e vai começar por aí...tu sabe que aqui a qualidade de vida é muito melhor, pelo menos o trânsito anda, não explode aeroporto ou metrô...olha, Juliana, sinceramente, eu não sei, não sei o que tu viu nessa cidade...aqui pelo menos tá perto da família...mas não, parece que tu gosta de viver no olho do furacão!
(suspiro)
- Ok, mãe! A região sul do Brasil é realmente muito legal, mas pelo menos aqui quase todo mundo que eu conheço SABE como funciona um GPS, e nem por isso tem a BRILHANTE idéia de sair voando em balões de aniversário. Ou seja, me identifico mais com a loucura daqui. Sorry.
(silêncio)
...
- Tudo bem, minha filha. Fica com Deus.
- Amém! Te amo mãe!
(com Deus e longe de padres!)
Excesso de zelo amoroso
Não, eu não vou acusar o pai, a madrasta, a insensibilidade da mãe ou a frieza do avô paterno.
Não.
Pra mim esse caso já tem sua solução e se encerra em si.
Não há mais o que ser dito.
Eu vou falar sobre um sentimento que sempre me incomodou e que eu acredito ser responsável por uma quantidade infinita de problemas nos relacionamentos: o ciúme.
Esse que acredito ser um dos sentimentos mais estúpidos que existem.
O ciúme nunca tem bom senso e sempre age na espreita.
E acredite ou não, se tu és do tipo ciumento, não mede esforços pra descobrir "alguma coisa", seja ela qual for, exista ela ou não.
A pessoa ciumenta é de uma insegurança irritante. O fato de ter ou não filhos, não amadurece esse tipo de criatura, que tem uma carência tão insuportável que, na maioria das vezes, não aguenta a pressão de ter alguém dependendo dela, precisa ser sempre a dependente.
Enfim.
A infantilidade já adulta do ciúme me causa náuseas. Nunca consegui ter um relacionamento saudável com esse tipo de pessoa que, eu acredito sim, pode partir para qualquer tipo de ignorância ao ser contrariada.
É preciso haver muita cumplicidade ciumenta para que o caso dê certo. E ainda assim, tudo pode dar errado.
Lembrando o poeta maldito, Glauco Mattoso, isso trata-se apenas de um desabafo individual.
Não.
Pra mim esse caso já tem sua solução e se encerra em si.
Não há mais o que ser dito.
Eu vou falar sobre um sentimento que sempre me incomodou e que eu acredito ser responsável por uma quantidade infinita de problemas nos relacionamentos: o ciúme.
Esse que acredito ser um dos sentimentos mais estúpidos que existem.
O ciúme nunca tem bom senso e sempre age na espreita.
E acredite ou não, se tu és do tipo ciumento, não mede esforços pra descobrir "alguma coisa", seja ela qual for, exista ela ou não.
A pessoa ciumenta é de uma insegurança irritante. O fato de ter ou não filhos, não amadurece esse tipo de criatura, que tem uma carência tão insuportável que, na maioria das vezes, não aguenta a pressão de ter alguém dependendo dela, precisa ser sempre a dependente.
Enfim.
A infantilidade já adulta do ciúme me causa náuseas. Nunca consegui ter um relacionamento saudável com esse tipo de pessoa que, eu acredito sim, pode partir para qualquer tipo de ignorância ao ser contrariada.
É preciso haver muita cumplicidade ciumenta para que o caso dê certo. E ainda assim, tudo pode dar errado.
Lembrando o poeta maldito, Glauco Mattoso, isso trata-se apenas de um desabafo individual.
30 abril 2008
desassossego outonal de carácter próprio

Vinha, por fim, o outono certo: o ar tornava-se frio de vento; soavam folhas num tom seco, ainda que não fossem folhas secas; toda a terra tomava a cor e a forma impalpável.
Descoloria-se o que fora sorriso úlitimo, num cansaço de pálpebras, numa indiferença de gestos.
E assim tudo quanto sente, ou supomos que sente, apertava, íntima, ao peito a sua própria despedida.
Um som de redemoinho num pátio flutuava através da nossa consciência de outra coisa qualquer.
Como se fizesse bem convalescer para sentir verdadeiramente a vida.
28 abril 2008
retirada de área

Depois de alcançar as cabeças do FLICR, achei melhor retirar essa foto de lá e colocá-la num lugar seguro e sério:)
Porque nossa temporada nas praias catarinenses teve o mais azul dos céus e a mais torrenciais das chuvas.
Porque no fim-de-semana que passou repetimos o feito ainda que sob o sol paulista.
E porque não estamos aqui pra brincadeira, rã!
Porque nossa temporada nas praias catarinenses teve o mais azul dos céus e a mais torrenciais das chuvas.
Porque no fim-de-semana que passou repetimos o feito ainda que sob o sol paulista.
E porque não estamos aqui pra brincadeira, rã!
26 abril 2008
o desassossego do desamparo

Toda a vida da alma humana é um movimento na penumbra.
Vivemos, nun lusco-fusco da consciência, nunca certos com o que somos ou com o que supomos ser.
No melhor de nós vive a vaidade de qualquer coisa, e há um erro cujo ângulo não sabemos.
Todo mundo é confuso, como vozes na noite.
Que é isto, e para que é isto?
Quem sou eu quando sinto?
Que coisa morro quando sou?
Há um grande sono comigo, e desloca-se de uma das sensações para outras como uma sucessão de nuvens.
Sou como alguém que procura ao acaso, não sabendo onde foi oculto o objeto que não lhe disseram o que é.
Jogamos às escondidas com ninguém.
Cada um tem a sua vaidade, e a vaidade de cada um é o seu esquecimento de que há outros com alma igual.
A minha vaidade são algumas páginas, uns trechos, certas dúvidas...
Releio?
Menti!
Não ouso reler.
Não posso reler.
De que me serve reler?
O que está ali é outra.
Já não compreendo nada...
Vivemos, nun lusco-fusco da consciência, nunca certos com o que somos ou com o que supomos ser.
No melhor de nós vive a vaidade de qualquer coisa, e há um erro cujo ângulo não sabemos.
Todo mundo é confuso, como vozes na noite.
Que é isto, e para que é isto?
Quem sou eu quando sinto?
Que coisa morro quando sou?
Há um grande sono comigo, e desloca-se de uma das sensações para outras como uma sucessão de nuvens.
Sou como alguém que procura ao acaso, não sabendo onde foi oculto o objeto que não lhe disseram o que é.
Jogamos às escondidas com ninguém.
Cada um tem a sua vaidade, e a vaidade de cada um é o seu esquecimento de que há outros com alma igual.
A minha vaidade são algumas páginas, uns trechos, certas dúvidas...
Releio?
Menti!
Não ouso reler.
Não posso reler.
De que me serve reler?
O que está ali é outra.
Já não compreendo nada...
24 abril 2008
Nunca é tarde pra dizer eu te amo!
É impressionante o quanto me sinto realizada depois de correr alguns kilometros, ainda que na esteira da academia.
E também é impressionante o esforço que faço para fazer musculação pelo menos uma vez na semana.
Talvez porque corra não para perder calorias ou por estética, mas sim por me sentir poderosa quando acabo.
Quando termina a musculação apenas penso: ok, missão cumprida, estou livre disso por hora.
Acho que vou ser daquelas velhinhas que correm até o final da vida.
Me imagino, magrinha como meu pai, correndo pra sempre em maratonas diversas.
Porque agora foi estabelecido na família: tenho o biotipo de meu pai.
Meu pai também é o tipo maratonista, às vezes só pára quando desmaia. Porém, já colocamos fim nessa folia do velho.
Voltando a falar sobre a genética paterna, agora até ele assume nossa semelhança.
Semana passada estive em Porto Alegre e questionei: "Mas pai, tu sempre me achou parecida com a mãe!"
E ele se jstificava: "Mas tu mudou, mudou muito!"
A verdade é que minha cor, principalmente no verão, entrega que sou filha do Seu Eduardo. E daí, meus caros, não há dúvida.
Acontece que meu pai, depois da idade avançada, se tornou um tanto quanto revelador de seus sentimentos e achismos. Outro dia ele deixou escapar um "eu te amo", isso sem que eu tivesse o incitado.
Então, com aquele jeito tímido, que só os que tem a arte da fala e da escrita conseguem ter, ele confessou: "Na verdade, sempre te achei parecida comigo, mas achava que tu era bonita demais pra se parecer com esse velho pai. E tua mãe sempre foi tão linda..."
Enquanto sorria e aceitava aquela nova revelação do meu pai lembrava de uma outra história sobre um cara fantástico que conheci e que tinha medo que seu filho fosse parecido com ele...bom, mas essa história vou deixar pra próxima porque já cumpri minha malhação do dia.
Ufa!
E também é impressionante o esforço que faço para fazer musculação pelo menos uma vez na semana.
Talvez porque corra não para perder calorias ou por estética, mas sim por me sentir poderosa quando acabo.
Quando termina a musculação apenas penso: ok, missão cumprida, estou livre disso por hora.
Acho que vou ser daquelas velhinhas que correm até o final da vida.
Me imagino, magrinha como meu pai, correndo pra sempre em maratonas diversas.
Porque agora foi estabelecido na família: tenho o biotipo de meu pai.
Meu pai também é o tipo maratonista, às vezes só pára quando desmaia. Porém, já colocamos fim nessa folia do velho.
Voltando a falar sobre a genética paterna, agora até ele assume nossa semelhança.
Semana passada estive em Porto Alegre e questionei: "Mas pai, tu sempre me achou parecida com a mãe!"
E ele se jstificava: "Mas tu mudou, mudou muito!"
A verdade é que minha cor, principalmente no verão, entrega que sou filha do Seu Eduardo. E daí, meus caros, não há dúvida.
Acontece que meu pai, depois da idade avançada, se tornou um tanto quanto revelador de seus sentimentos e achismos. Outro dia ele deixou escapar um "eu te amo", isso sem que eu tivesse o incitado.
Então, com aquele jeito tímido, que só os que tem a arte da fala e da escrita conseguem ter, ele confessou: "Na verdade, sempre te achei parecida comigo, mas achava que tu era bonita demais pra se parecer com esse velho pai. E tua mãe sempre foi tão linda..."
Enquanto sorria e aceitava aquela nova revelação do meu pai lembrava de uma outra história sobre um cara fantástico que conheci e que tinha medo que seu filho fosse parecido com ele...bom, mas essa história vou deixar pra próxima porque já cumpri minha malhação do dia.
Ufa!
21 abril 2008
LADO B
19 abril 2008
te liga
O que mexe com a libido das mulheres não é a beleza física é a inteligência.
Tanto que revista de homem nu só vende para gays.
Tanto que revista de homem nu só vende para gays.
18 abril 2008
texto clichê de aniversário
Já perdoei erros quase imperdoáveis, tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.
Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar,
mas também decepcionei alguém.
Já abracei pra proteger,
já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos,
amei e fui amada,
mas também já fui rejeitada,
fui amada e não amei.
Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
“quebrei a cara muitas vezes”!
Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só para escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).
Mas vivi, e ainda vivo.
Não passo pela vida.
percorro
da melhor forma:)
15 abril 2008
qualidade relativa do ar
Pra meu desespero, hoje foi o dia mais frio do ano aqui no RS.
Ok. Agora só volto pra cá em julho na formatura da minha irmã.
Se tem uma coisa que não suporto aqui é o frio.
Eu realmente não me adapto.
E olha que por enquanto o que tem feito é um frio seco, com sol.
Diferente do frio em que cresci, com chuva e muita umidade.
Umidade pra mim é o fim da várzea.
Umidade no inverno e no verão. Sim. É o que temos por aqui.
Adoro o clima seco de São Paulo.
Acredito que tirando a poluição São Paulo é uma cidade perfeita.
Ok, tirando a poluição e metade dos automóveis.
Quinta eu volto. Vou comemorar meu aniversário.
Por enquanto estou curtindo um inferno astral que, como vocês podem ler, me isenta de qualquer inspiração.
Ok. Agora só volto pra cá em julho na formatura da minha irmã.
Se tem uma coisa que não suporto aqui é o frio.
Eu realmente não me adapto.
E olha que por enquanto o que tem feito é um frio seco, com sol.
Diferente do frio em que cresci, com chuva e muita umidade.
Umidade pra mim é o fim da várzea.
Umidade no inverno e no verão. Sim. É o que temos por aqui.
Adoro o clima seco de São Paulo.
Acredito que tirando a poluição São Paulo é uma cidade perfeita.
Ok, tirando a poluição e metade dos automóveis.
Quinta eu volto. Vou comemorar meu aniversário.
Por enquanto estou curtindo um inferno astral que, como vocês podem ler, me isenta de qualquer inspiração.
10 abril 2008
Conheci Françoise Hardy assistindo ao filme The Party, dirigido por Blake Edwards com Peter Sellers no papel principal.Ela tem um jeito triste, mas encantou os franceses ( e o resto do mundo) com seu jeito tímido e doce de cantar.
O filme é do final dos anos 60. Uma comédia interesante. Sim, uma comédia pode ser interessante sem necesariamente ser engraçada.
É interessante porque os móveis da casa são bárbaros, os cabelos e as roupas incríveis e, claro, porque tem Françoise no papel de mocinha.
Gostei muito da voz dela e um amigo gravou 5 cds pra mim! (isso mesmo!)
Então tenho ouvido bastante e confesso que tive a sensação de que trata-se de uma catora que evoluiu com o tempo. Os cds mais recentes dela são os melhores, os primeiros são melancólicos por demais mas, não deixam de serem bons.
"Mode D'emploi?" é minha preferida
Uma das mais pesadas da moça. Que fique claro que Fran Hardy está longe de fazer música pesada.
É bacana lembrar também que os Mutantes gravaram uma música dela no seu primeiro álbum: "Le premier bonheur du jour".
Felizmente, Hardy não parou de cantar, tendo colaborado com o Blur numa versão “afrancesada” de “To The End” (do álbum “Parklife”), chamada “La Comédie”. Seu mais recente álbum, “Clair Obscur”, tem um dueto com Iggy Pop!
A moça é que nem vinho!
08 abril 2008
desassosego outonal

A entrada do verdadeiro outono é anunciada por um frio dentro do não frio do ar, por um esbater-se das cores que ainda não se espalharam, por qualquer coisa de penumbra e de afastamento no que tem sido o tom das paisagens e o aspecto disperso das coisas.
Nada vai ainda morrer, mas tudo, como num sorriso que falta, se vira em saudade para a vida
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