27 novembro 2008

Tem dois tipos de pessoas que eu não acredito:
as que não arriscam nada e as que nunca erram.

Peço ajuda à Clarice:

"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento."

04 novembro 2008

save amy

"Quem não tiver uma Amy Winehouse dentro de si que se apresente.
Vai se apresentar para uma platéia vazia, obviamente, pois nessas ninguém está interessado. Mulheres que não admitem a sua dor – aquelas que são perfeitamente esquecíveis – não merecem nenhuma poesia, ou rascunho, ou rápida melodia, pois se recusam a abrir mão do conforto de uma farsa em nome de uma verdadeira vocação: a de sofrer belamente.

O Drummond escreveu que “a dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional”.
Um verso bonito, além de sábio, porém tipicamente masculino. Mulheres não sofrem por opção, sofrem por evolução.
Nós sofremos porque percebemos coisas que os homens ainda não são capazes.
Talvez, um dia.
Não há, portanto, a mulher que não sofra – há a que não se mostra.
Já que o sofrimento é, para nós, uma espécie de vestido lindo, antigo e bem adornado; um Paul Poiret.
À nossa disposição, no cabide.

Então usaremos essa roupa, não tenham a menor dúvida.
E algumas de nós o farão em público, deslumbrantemente. Como é o caso da Amy.
Você olha para ela e vê que aquela é sua maior aptidão: existir sob esse manto raro, por vezes sombrio, que a cobre.
Não há nada em Amy Winehouse que não seja genuíno, e isso consegue ser gritante em sua música suave enquanto doce em sua aparência rude.
Atraente e repugnante ao mesmo tempo. Linda e digna de pena.
Ora, pode haver imagem mais explícita da crucial inconstância feminina?

Óbvio que é disgusting vê-la toda borrada, sem um dente, com sapatilhas a lhe denunciar as picadas que dá nos pés.
Mas também é maravilhoso vê-la tão pequena, antiga de tão moderna, na medida que só os autênticos conseguem ser, e se equilibrar.
Mesmo que essa idéia, a de equilíbrio, não pareça muito adequada à Amy.
Para mim, é.

Amy Winehouse é um acontecimento secular, tipo Billie Holliday, Edith Piaf. A gente não tem como exigir higiene, ou conduta, ou senso de preservação, ou auto-estima, dessas mulheres. Seria pedir demais.""Como dizer para essa moça o que ela talvez devesse ouvir?
“Ei, Amy, deixe esse cara pra lá, ele não vale tanto a pena.”
“Ei, Amy, faz o seguinte: toma no máximo cinco cervejas quando for ao pub.”
“Ei, Amy, fume seu baseado, mas deixe o resto de lado.”
Imagina a cara que ela iria te olhar?

Pela Amy Winehouse, sinto essa contradição, acho, parecida com a de todas as mulheres.
Eu me identifico com a delinqüente, e a mulherona que cobre o Blake de porrada, mas me preocupo, como uma mãe com uma filha, a ponto de rezar por ela todas as noites.
Uma reza sincera, para que Deus a proteja, igual faço pelas minhas meninas.
Amy, olha só: você é tão jovem...
E quando fico emocionada tenho essa mania, cafona e burra, de usar reticências... Mas não!... Para a Amy Winehouse, não cabem emocionalidades baratas.
A triste junkie que habita em mim não suportaria parecer uma mãezona dócil que faz promessa.
Então, mais uma dose.
Por que que a gente é assim?"

"Por que bad boys são “os fodões” e bad girls são “as fodidas”?
Por que os bad boys são símbolo de liberdade e as bad girls são presas para servir de símbolo? Por que bad boys são assim por rebeldia e as bad girls são assim por sem-vergonhice?Aparentemente, o mau comportamento ficou de fora das conquistas feministas.
Então que seja esta nossa nova luta: pela igualdade de direito de errar.
Direito de fazer o que não se deve. De chegar em paz ao fundo do poço.
Dean Martin, Frank Sinatra, Sammy Davis Jr. e aquele outro, que eu esqueço o nome, bebiam todas, consumiam tudo, comiam qualquer uma – e eram o charmosíssimo “rat pack”.

Britney Spears, Lindsay Lohan, Paris Hilton e aquela outra, que eu também esqueço o nome, bebem uns champanhes a mais, tomam uns analgésicos, dão umas batidinhas de carro – e são as vadias bêbadas e drogadas de Hollywood.
É, o machismo acabou só para as caretas. Para as doidas continua valendo.
Acho, inclusive, que as próprias mulheres têm culpa nesse atraso.
Notoriamente mais competitivas entre elas, não competem apenas com a colega do lado, mas com todas as mulheres do mundo.
De Marilyn Monroe a Anna Nicole Smith, todas morreram sem uma amiga do lado. Por quê? Porque mulheres não são companheiras na sarjeta. Homens são.

Ou seja, encontramo-nos no ponto em que, juntos, chegamos.
Não sei se tem alguém torcendo contra a Amy Winehouse, no momento, mas, se tiver, é mulher.
Eu? Eu torço por ela mais do que pela seleção brasileira."

Por Fernanda Young.

24 outubro 2008

ensaio sobre a cegueira

Adianta enxergar em um mundo onde todos estão cegos?

O ser humano é um animal adaptável?

É tudo uma questão de ponto de "vista"??

Isso te choca? Por quê?

20 outubro 2008

MEME indicações


Tenho que indicar blogs que leio...SEMPRE... para responder o MEME (pelamordedeus, não me perguntem o que significa "MEME", eu não se!)

só sei que vcs foram escolhidos por mim para responder as 8 coisas que vocês queriam realizar antes de morrer! Bunito, né? Tantas celebridades inúteis são entrevistadas sem ter absolutamente nada a dizer. Por que não fazer perguntas "descontraídas" para pessoas inteligentes e realmente interessantes?

então,
lá vai:

Pati, chutando pedrinhas, num tem jeito fia!
http://pattiezices.blogspot.com/


O homem sincero que se chama...Fábio?
http://www.ohomemsincero.globolog.com.br/


O CACO!!!! Que mora comigo e eu AMO!
http://juntaroscacos.blogspot.com/


O Ri que deixou de escrever seus contos
http://umcontopordia.wordpress.com/

E as meninas do mais novo blog que tenho lido: calcinhas no box!
http://calcinhasnobox.blogspot.com/

ai, acabou! Divirtam-se queridos! ou não, afinal ninguém é obrigada a fazer... ;D

17 outubro 2008

MEME

MEME é o que vou responder agora para http://apenaselisa.wordpress.com/
lembram?
bem, se não lembram o negócio é o seguinte: 8 sonhos que quero realizar antes de morrer (nunca pensei nesses termos:"antes de morrer", mas lá vai):

1) Morar numa cobertura com vista pra toda cidade;

2) Trabalhar com deficientes visuais. Porquê? Porque eles tem uma audição extremamente aguçada. Embora muitos não saibam eu AMO rádio e os efeitos que eles geram no imaginário coletivo. Os cegos tem uma percepção sonora incrível. E é com isso que quero trabalhar;

3) Viajar para Nova York, ou melhor CONHECER cada ponto pitoresco dessa cidade que é a minha cara.

4) O guarda-roupa da Kate Moss (sim, eu já disse, tenho um lado fútil)

5) Ser perdoada pelos meus vacilos humanos e continuar perdoando os dos outros;

6) Escrever um livro. Claro!!! (Gosto quase nada de escrever)

7) Meu programa de rádio de volta!!!!!(rs...)

8) Conseguir mudar um pouquinho o mundo pra melhor através do meu trabalho.

Ok, são esses. UFA!
E agora tenho que escolher as pessoas???
Ok, no próximo post!

achei

fiquei o dia todo tentando formular algum texto que fizesse meu dia um pouco melhor
não consegui, mas ela sim:

http://pattiezices.blogspot.com/2008/10/cest-la-vie.html

16 outubro 2008

Pensar é Para Todos?

O bom de pensar, raciocinar, ler e se informar é que tu pode gozar as futilidades do mundo de vez em quando, pode falar coisas sem nexo durante uma noite inteira de boemia, pode passar por uma maratona de doze horas de sexo contínuo e ainda assim tua essência permanecerá.
Quem não pensa, ao contrário, vive constantemente as tolices e vaidades do mundo.
Se apega a coisinhas pequenas.
Não há um período de sobriedade, talvez nem de embriaguês. É uma ressaca permanente.
O conhecimento ninguém nos tira e ele não é herdado. Ou vamos atrás, ou não.
É tão bom viajar pra um lugar e conhecer a história dele, mesmo que esse conhecimento aconteça durante a viagem.
Ter curiosidade além dos pontos turísticos e do consumismo que o local oferece.
O que quero dizer é que dá pra ter tudo sim! Porque eu não trabalho pra "fazer balada" e consumir apenas.
Trabalho pra consumir cultura também, para ingerir e digerir cultura.
E dá perfeitamente para integrar as duas coisas.
Um exemplo que eu adoro é uma das minhas melhores amigas que deixei em Porto: ela é linda, tem o melhor gosto do mundo pra se vestir, tem uma biblioteca em casa e uma na cabeça, viaja pra caramba, escreve como poucos, tem um excelente gosto musical e é muito bem-sucedida na profissão que escolheu.
Ou seja, paradoxos existem, eu tento ser um e admiro tudo aquilo que foge do óbvio e do senso comum.
Porque só o fútil me causa náuseas.
Assim como só o intelectualismo me cansa.

15 outubro 2008

ainda sobre Cartola

Para amar não precisamos beijar, não precisamos abraçar, não precisamos tocar e nem ao menos olhar nos olhos. Pequenos gestos são muito maiores.
Por causa de meu último post recebi um coment de uma leitora que também escreve e eu vou indicá-la e, em breve, cumprir com a tarefa que me foi dada (tarefa um tanto difícil)

http://apenaselisa.wordpress.com/

Um dos melhores blogs que já li. Vale a pena depositar seu tempo.

E que, apesar de minha constante racionalização dos fatos, nunca me falte poesia na vida!
Amém.

13 outubro 2008

SALVE CARTOLA!


Num bate papo informal entre Roberta Sá e Marcelo D2,

com toda falsa descontração que os programas de TV conseguem produzir,

houve um comentário sobre todo carinho e admiração que exprime essa capa do disco de Cartola

Eles nem se tocam e, no entanto, há uma cumplicidade e, sem dúvida, um amor muito grande.
Cantado nas letras? Com toda certeza.
Porém, qual artista colocou a sua amada na capa de sua obra?
Quer prova maior de amor que essa?


Porque até então as letras poderiam, no imaginário do compositor, ser para qualquer mulher.
Quem iria saber.
"Declarações PÚBLICAS de afeto"SIM!
Não precisa ser piegas. Não precisa ser vulgar.
Não precisa ser excessiva. Mas precisa SIM existir. Ou sentimento não existe.
Seu Agenor de Oliveira não teve a menor dúvida.
E qual mulher não gosta disso?


A sorrir



Eu pretendo levar a vida,


Pois chorando


Eu vi a mocidade perdida.

10 outubro 2008

quando a coisa anda


é verdade

eu nem sempre sou legal

mas, eu sempre sou sincera

sempre


...

não sei se eu seria minha amiga

e nem se eu me pegaria,

mas, talvez eu casasse comigo
...
sempre fui humilde
nunca fui modesta

07 outubro 2008

coisas que fazem sorrir

Ainda que as chuvas persistam em ocultar o fato, a primavera aí está.
Sexta passada, enquanto o dilúvio dava uma trégua, eis que surge em nosso quintal, e por que não dizer “jardim”, essa flor de beleza curiosa:)