24 março 2009

Babando o ovo dos amigos


Há pouco mais de 10 dias Fábio Moon e Gabriel Bá apresentaram essa exposição na gloriosa Daslu.
Eles são incríveis. Toda e qualquer premiação de quadrinhos, lá estão eles agradecendo mais um prêmio.
Falando em gente boa nos traços, Rafael Grampá tem prometido surpresas. Mais surpresas? Isso mesmo. E ele nunca me decepcionou.
Dia 26 de março, na próxima quinta, tem festa de lançamento da exposição da Carlinha Barth. A Carlinha é uma das minhas artistas preferidas da nova leva. E, sem dúvida, é uma criatura sensacional. Só pra se ter uma idéia,na semana passada Carlinha estava expondo em Barcelona. Aham.
Boa festa com boa música e gente boa em São Paulo?
Hoje! Lá na Fun House. Cha Cha Cha, especial aniver do Horaz. Claro que Ale Marder estrá fazendo as honras nas pick-ups!
Michel Melamed segue em cartaz com a terceira e última parte de sua trilogia: HOMEMUSICA!
Depois de participar de uma das obras mais fantásticas e delicadas que já se viu na Tevê aberta: Capitu, Michel fica até o fim do mês no Sesc Consolação.
No estúdio, MV Bill segue gravando seu mais novo álbum: Causa e efeito.
Sem mais milongas, eu babo mesmo. Aproveitem. Aprovem ou desaprovem. Consumam a boa cultura.

21 março 2009

O que te faz sorrir

Em resposta a minha querida amiga e leitora, vou responder AS 7 COISAS QUE ME FAZEM SORRIR!
http://pattiezices.blogspot.com/2009/03/o-selo-sorrir.html

Porém, perdão.
Não indicarei 7 outros blogs em função de ler realmente poucos regularmente.

Vambora!
7 smiles things:

1) Quando vejo uma flor inesperada no meu jardim;
2) Quando vejo uma criança fofa;
3) Quando vejo minha gata se arriscando por muros, telhados e janelas;
4) Quando vejo gatos e cachorros fofos;
5) Quando um(a) idoso(a) conversa comigo,me faz perguntas ou me dá conselhos;
6) Quando volto pra Porto visitar a family;
7) Quando bebo uma taça de vinho e ascendo uma vela em boa companhia!

Temos?

:)

19 março 2009

Por que Nelson Rodrigues?


Pergunta recorrente que tem me cercado.

E como eu acho que responder: "Porque eu gosto...:S" é coisa de gente que não tem o que dizer...

Então, vou responder.

Nelson rodrigues porque ele representa o retrato da sociedade de ontem, hoje e sempre.

Ou melhor, o retrato da família.

A família em sua busca constante por uma perfeição quimérica.

Nelson Rodrigues fala, doa a quem doer, a verdade.

Porque de fatos não há como fugir.

14 março 2009

Abraços noturnos de Galeano

Não consigo dormir. Tenho uma mulher atravessada entre minhas pálpebras.
Se pudesse, diria a ela que fosse embora; mas tenho uma mulher atravessada em minha garganta.

Acordei em clima de sonho e me deparei com a ...
realidade?
Diante de mim fatos.
De fatos não há como fugir.
Diante de mim contos de ficção e aqueles baseados em fatos reais.

Permitimos que o realismo fantástico vire o concreto de nossas vidas.
E Jorge Luis Borges chega em forma de poema na madrugada tardia.

Pois é em meio a esse realismo fantástico que acordo e saio em busca de minha gata.
E por mais que eu ande, ainda há muito para andar.
Fatos são como paralelepipidos devidamente encaixados no asfalto.
De fatos não há como fugir.

Eu adormeço às margens de uma mulher; eu adormeço às margens de um abismo.

12 março 2009

Fenômeno o C...

Juro que fiquei pensando algo para escrever sobre o cara. Sim, ele me inspirou no domingo.
Porém, Marcelo Mirisola escreveu muito melhor do que eu poderia escrever e, por incrível que pareça, muito do que eu gostaria de ter escrito.
Aí vai:

Para que time eu torço? Vou repetir pela centésima vez a mesma ladainha.
Torço para o futebol acabar.
E já que minha torcida não vai surtir efeito algum, gostaria de me corrigir com relação a Ronaldinho.
Não o jogador de futebol, mas o cara que ultimamente passou a levantar a cabeça, dar petelecos nos companheiros do banco de reservas e a fazer piadas nas entrevistas.
Queria falar de um Ronaldinho acima do peso, e mais humano.
Uma das coisas que mais me incomodavam no antigo "fenômeno" era o fato de ele falar aos muxoxos, olhando para baixo em vez de encarar frente a frente as câmeras e a babação de ovos dos repórteres fofoqueiros.

Desde 94 quando - ainda na reserva - ganhou a Copa mais feia da história, passando pela construção do mito e pelas cirurgias até o episódio dos travecos, sempre foi assim.
Eu pensava comigo mesmo: como é que um cara que olha para baixo, resmunga lugares-comuns, batiza o filho com o nome de Ronald e casa num Castelo com uma Cicarelli da vida pode prestar para alguma coisa?
Não me diz nada.

Esse papo de garra, vontade e determinação pode servir ao ufanismo do Galvão Bueno, a mim não me diz absolutamente nada. O esporte em geral não tem argumentos que me convençam. Por isso que repudiava o futebol que Ronaldinho jogava, por mais espetacular e fenomenal que fosse.
Esse futebol seguia a mesma lógica do Big Brother, a mesma receita da revista Caras: ou seja, transformava gente medíocre em celebridade.
E o pior: celebridades que influenciam milhares de pessoas.
Quantas pessoas frequentam a igreja da Bispa $onia por causa do Kaká?
Meus parâmetros sempre foram os "bandidos do futebol". Aqueles que meu amigo Bortolotto queria ver na seleção: Chulapa, Casão, Sócrates, Paulo César Caju, Romário.

Mas eu falava do Ronaldinho.
Ele voltou não porque foi disciplinado e seguiu a receitinha do Galvão Bueno. Ele não voltou da sessão de fisioterapia, nem de uma igreja obscura.
Ronaldinho está em grande forma, quebrando alambrados e fazendo gol no último minuto do segundo tempo, porque voltou da esbórnia.
Ele está em grande forma porque está gordo.
Ele é macho pacas porque encara três travecos de uma só vez.
Ele tem dois filhos porque não teve nenhum com a Cicarelli, e pra mim - mesmo que a sorte não o favoreça nos últimos minutos do 2º tempo - está bom demais.
Só está faltando mandar o Galvão Bueno pro inferno. Se isso acontecer, da próxima vez em que me perguntarem pra que time eu torço, eu vou dizer que troquei o Palmeiras pelo Corinthians.

10 março 2009

Blue Moon nunca mais


Tu começou muito mais do que eu

e eu não tenho a pretensão de alcançar a rapidez de tua fala

Então fale

E eu escutarei

Escutarei tudo

Escutarei com os olhos

05 março 2009

Regrinhas básicas para fugir do calor que está fazendo na Capital

1º) Dois banhos no mínimo se quer ser uma pessoa razoável.
2º) Após o banho o desodorante aerosol (os outros tipos não funcionam!) é OBRIGATÓRIO. Capriche.
3º) Toda, eu disse TODA, roupa que você usar durante um dia inteiro de trabalho vai obrigatoriamente para lavar! Sem chance alguma de usar novamente.
4º) Não se aproxime muito de ninguém. Uma certa distância é necessária para tentar o quase impossível com a temperatura que tem feito, manter a classe.
5º) Nada de beijo ou abraço, né? Já basta o nosso próprio suor. Pode-se sorrir, abanar de longe e levantar as sombrancelhas para cumprimentar. Nada mais justo.
6º) Nada de cebola, alho ou comidas empapadas na gordura. Isso é o que tu transpirarás nos minutos seguintes. Aliás, prefira beber a comer.
7º) E quando se diz beber, não estamos falando de álcool, mas sim ÁGUA! Ok! algumas cervejinhas não fazem mal a ninguém no final do dia. Porém, com bom senso. Afinal, é isso que tu transpirarás durante a noite :s
8º) Nada de sexo. A não ser que seja em um lugar com ar-condicionado. Ah, não gostou? Então, tenta. E experimente a sensação de se sentir um personagem de O cortiço, de Aluízio de Azevedo.
9º) Fale o mínimo possível. Aliás, não tem nada mais clichê essa semana do que exclamações sobre o clima. Dica da BOA FORMA: Fecha essa boca!
10º) Apague todas as luzes da casa. Ninguém precisa ver, nem tu mesmo, o que o calor tem feito com tua aparência.

25 fevereiro 2009

grey time

Agora a esbórnia é relatada.
A narração dos fatos notáveis ocorridos.

Tenho um quase imperceptível sorriso no rosto que entrega o meu enredo de folia.
Adoro conhecer lugares diferentes e desfrutar o sol a beira-mar...
Mas minha certeza agora está voltada para as companhias e o sucesso que essas promovem.
Eu tenho um samba que fez a trilha do meu carnaval.
Peço liçensa, com todo o respeito, a Mart'nália e a Caetano Veloso:

Dez na maneira e no tom
Voce é o cheiro bom
Da madeira do meu violão
Voce é a festa da Penha,
A feira de São Cristóvão,
É a Pedra do Sal
Você é a Intrépida Trupe
A Lona de Guadalupe
Você é o Leme e o Pontal

Nunca me deixa na mão
Voce é a cancão que consigo
Escrever afinal
Pé do meu samba
Chão do meu terreiro
Mão do meu carinho
Glória em meu Outeiro
Tudo para o coracão
De um brasileiro

cinzas num dia cinza

quarta-feira de cinzas com
cara de quarta-feira de cinzas
tomarei um belo café da manhã no No café
lerei a Folha de São Paulo
e darei beijos estalados in my love

acabou-se mais um feriado e ele foi divino
embora quente demais
cultural
embora pudesse ter sido mais
produtivo
e de muitos pensamentos isolados.

obs.: não sei vocês, mas cada vez que escrevo penso no quanto vou fazer questão de ignorar a reforma ortográfica, assim como Clarice, sou uma apaixonada pela Língua Portuguesa.

09 fevereiro 2009

Fale com Ela

Um belo dia Freud descobriu que para amenizar a histeria de mulheres, e veja bem, de "mulheres", era necessário fazê-las falar.
E a medida em que iam falando, falando, falando. Melhoravam.
Era uma loucura que se acalmava proporcionalmente ao número de palavras enfileiradas.`
É claro que essa fórmula está mais do que comprovada, assim como está comprovado que a necessidade feminina da fala é bem maior do que a masculina.

Até hoje sinto que nossos hormônios borbulham por dentro e temos uma histeria controlada. Basta uma frase a mais para que não enlouqueçamos.
O sexo feminino, nesse sentido, se entende como ninguém.
E se os machos acham que falam muito quando comentam da transa da noite anterior é porque eles não tem a menor noção dos detalhes sórdidos salientados nas conversas entre calcinhas.

Bem, a questão é: namoramos, juntamos, casamos e, isso tudo, na maioria das vezes, com um homem.
Um ser inocente que nem sempre tem idéia da nossa inevitável vontade de ...falar.

E então, não bastando a sessão terapêutica, eis que surge uma outra pessoa pra nos ouvir.
E começamos, sem piedade, uma narrativa infindável onde quase sempre somos as injustiçadas e o outro, o vilão.

Então, falamos e falamos.
Choramingamos, viramos a cara.

E o outro, que até então se mostrava uma criatura pacata, quase em desespero pede: "Desculpa!"

Então limpamos o choro, sorrimos timidamente e o abraçamos.
"Ufa!", pensa o vilão.

Ficamos aliviadas e no outro dia percebemos que não era isso que queríamos dizer.
Que na verdade queríamos nos declarar, mas ele respondeu errado e acabou saindo outra coisa...AFE!
Em menos de um mês será o Dia Internacional das Moçoilas.
Venho por meio deste, solicitar o Dia Internacional dos Hombres.
Principalmente, daqueles que tem a sensibilidade de entender uma cobrança que deveria se traduzir em "Eu te amo" e que eles, firmemente, no intuito de salvá-las da histeria coletiva, escutam e relevam.

08 fevereiro 2009

02 fevereiro 2009

SPAz do Espírito

Acho que a maioria dos pecados e sofrimentos são cometidos pelo excesso.
O excesso vem me incomodando já a algum tempo.
Até o excesso de felicidade me causa repulsa e me soa dissimulado.
A demasia abrupta.
Excesso de carência, excesso de auto-piedade, excesso de presença....

Sim, eu também peco e sou atormentada pelos meus ainda excessos.
O excesso de palavras que transitam dentro de mim me perturbam de tal forma que em qualquer momento de desmazelo por parte de minha mente elas começam a sair descompensadamente.


Então, me vejo desprezando a minha pessoa.
O excesso de qualquer espécie é desprezível.
O excesso é a carência da alma.
O gozo em excesso é desespero. É um transbordar de falta de imaginação.

Deus prive meus olhos, meus ouvidos e minha boca dos meus descontroles e dos da maioria da população mediana e ao meu redor.

E que eu consiga, também, julgar de forma mais comedida.
Sem tanto asco. Sem tanta pena. Sem excesso.

21 janeiro 2009

Faça alguma coisa

Assisti hoje ao filme ''O Curioso caso de Benjamin Button''
Não fui para o cinema com qualquer expectativa e isso costuma ser bom.
E foi.
Não estou aqui escrevendo: "Assistam esse filme incrível!"
Estou apenas dizendo que duas horas e quarenta sentada dentro de uma sala não foram muito incômodas.
(Ao contrário do que aconteceu quando fui assistir "Ensaio sobre a cegueira", embora eu tenha "gostado" do filme)

O filme me deixou curiosa e satisfeita.
Fiquei triste e logo feliz porque lembrei que nem mesmo a tristeza dura pra sempre.
Sim. Os filmes, às vezes, me lembram de coisas importantes que meu déficit de atenção deixa escapar.

Na verdade, o triste é que nada, e agora é muito sério, nada mesmo, dura pra sempre.
Tudo é efêmero.
O sentimento, seja ele qual for, acaba, porque a gente também acaba.
A dor vira amor, que vira dor de novo e, então, vira saudade.
A angústia, que vira aprovação, que vira êxtase e que vira angustia de novo.

É claro que nem sempre faz sentido.

O mais claro e não menos óbvio, foi o conteúdo dos conselhos escritos em diferentes postais:
Não importa o que você faça.
Faça alguma coisa da sua vida.
Conheça lugares.
Corra riscos.
Você não precisa saber fazer "tudo" bem feito.
Apenas faça "alguma" coisa da sua vida.

Quase que terminou com: "Use filtro solar"
Mas quem aqui quer morrer com pele de bebê?

15 janeiro 2009

eu quero ir embora


Minha mãe quase pensa que essa foi a primeira frase que formei de verdade.

Sempre gostei de rua e sempre gostei de voltar..pra casa.

E quando criança era tão tímida que era sociável apenas com o olhar.

Chegava em algum lugar, sorria de forma encabulada para todos, conhecia todos os banheiros e depois:

- Mãe, quero ir embora.
Minha mãe sorria disfarçadamente e dizia:
- Te acalma!

E então começava o meu martírio da espera.
E, claro, o martírio de mi madre.


E até hoje eu sou assim.
E só consigo conviver intimamente com pessoas que entendam esse meu peculiar... TOC (?!!)
Os lugares para mim tem prazo de validade.
E não tenho qualquer crise com isso.
Pego minha bolsa e saio de cena, muitas vezes à francesa, porque, embora eu adore ir embora, eu odeio despedidas.