Goze, goze, goze!
Você tem que gozar o tempo inteiro.
Não, isso não tem nada a ver com o assunto sobre o qual estou escrevendo.
Tem mais a ver com Lacan e a Indústria do desejo.
Por fotos, por vídeos, por depoimentos você precisa gozar.
Precisa mostrar o quanto é moderno e o quanto curte a vida.
O mais difícil é olhar para essas pessoas e ver alguém lá dentro angustiado e sozinho.
Sozinho não no sentido bom da solidão.
Mas no sentido de não ter, realmente, nem sequer um amigo de todos aqueles que sorriem juntos nas fotos.
Sozinho de não ter pra quem ligar, pra quem escrever, a quem buscar.
Queremos as coisas. E temos.
O problema é que não existe o carro de todos os carros. Sempre, e logo, vai ter um carro mais potente.
Não existe o celular de todos os celulares, ou o computador de todos os computadores, sempre vai ter um mais avançado.
E, sim, não existe a bunda de todas as bundas. Sempre vai ter uma bunda mais gostosa.
Percebe a angustia? A minha, a tua, a nossa?
Isso não tem fim.
Não acaba.
Goze, goze, seja feliz no trabalho e com os amigos.
Tenha dinheiro pra sustentar o seu gozo.
Sua casa e sua família feliz.
Goze sua felicidade conjugal e sexual.
Seu carro do ano e seu smartphone.
Goze os prazeres do seu corpo perfeito e do seu sucesso profissional.
Você tem a bunda gostosa do momento, pelo menos por enquanto.
Agora goze o prazer de todo mundo saber disso antes que tudo fique obsoleto.
Sim, a angustia do novo mora ao lado. Então goze rápido!
Goze, goze, goze!
Você tem que gozar o tempo inteiro.
28 outubro 2009
19 outubro 2009
17 outubro 2009
beijinhos e abraços
A Beta nos últimos tempos teve um surto compulsivo e resolveu preparar pratos deliciosos e lindos.
Se eu sonho (e eu sempre sonho) com estrogonofe com arroz e batata palha, basta eu voltar do sol e ali está.
As fotos são uma das provas do que eu tenho passado esses dias.
E ela ainda coloca do lado das minhas frutinhas indefesas.
Entendeu a proposta de Boa Forma?
Ao invés de comer esse pratinho de branquinhos, ou beijinhos, você pode comer 15 maçãs e 19 pêras.
Entendeu?
Pois é.
Agora escolhe.
:)
16 outubro 2009
meia-primavera
E essa é a primavera que eu insisto em chamar de minha desde setembro. E eu não me faço de rogada.
Saio na chuva (sem guarda-chuva), mas de bota e lenço e casaco.
Tomo sol, quando este sai e sinto ele quase dourando meu rosto.
Quase.
Um dia de pernas de fora e no outro de gorro e capuz.
"Não há saúde que agüente" me diz a senhora ao escolher pêras.
"No meu tempo havia quatro estações no ano"
Me dá vontade de dizer:
- Esse é o seu tempo, minha senhora. A senhora está viva. Esse é o seu mundo. Não há outro.
Mas não digo.
Já faz um tempo que falo pouco e observo muito.

Se eu tivesse que dizer qual foi o período mais feliz da minha vida, eu diria, sem medo de errar: os últimos doze meses.
Por quê?
Foi quando eu desisti de tentar ser feliz. Desisti de acertar.
Foi quando eu mais dei risada de mim mesma e dos outros, claro.
Estou ainda mais sádica.
Sádica e contente.
Então eu insisto em olhar pela janela e ver a primavera:
Há uma alegria sossegada no ar com metade de frio, e a vida, ao sopro leve da brisa que não há, tirita vagamente do frio que já passou, pela lembrança do frio mais que pelo frio, pela comparação com o verão próximo, mais que pelo tempo que está fazendo.
12 outubro 2009
A moda de hoje e o cinema de ontem
Eu fico pensando o que inspira a cabeça dos estilistas que fazem a moda acontecer no mundo.
Não, eu não sou uma pessoa "fashion" ou "tendência" em termos de moda.
Tenho um jeito bem particular de me vestir.
Às vezes gosto de make pesado e um look masculino, como gravata por exemplo.
Outras prefiro make leve salto fino e modelão.
Como entendo muito mais de cinema que de moda e tava assistindo um filme de 74, do diretor alemão Fassbinder, percebi o quanto já tinha visto o estilo do filme em ensaios de revista e desfiles.
Martha é uma mulher alta, seca e muuuito branca.
Tanto que, quando tenta arrasar no bronze pro maridão, vira tostex pimentão. Luxo de horror.
Mas o que eu queria falar é desse estilo de make dos anos 70 que está de volta, bem presente no filme.
Pele pálida, nada de sombra ou lápis, muito curvex ou cílios postiços mesmo (tem que ficar com aquela cara da boneca Emília) e batom vermelho bombeiro.
A expressão, claro, é de inconstância e fragilidade.
Aqui foto do filme "Marta"(1974)
Apesar das sombrancelhas serem finíssimas, eu não ouso arriscar que isso seja tendência.
Acho sombrancelha fina o fim da várzea.
Fora o make, todos, eu disse todos os looks do filme "Martha" são muito atuais.
Ah, o cabelo é uma coisa bem passarela, ou seja, nem em casamento o povo arrisca.
E tem mais, mulher ousada costuma ter cabelo curto, não fica horripilando no penteado.
Dá uma olhada no vestido da Martha nessa cena do filme. Super usável:
Nesse aqui pantalona no branco total com mangas bufantes e gola em laço. Super usaria. Tirando o batom, né? Tô longe de ser branca. Embora esteja faltando uns dias de praia no meu corpo. E o batom que mais gosto é esse do layout do blog mesmo.
Não, eu não sou uma pessoa "fashion" ou "tendência" em termos de moda.
Tenho um jeito bem particular de me vestir.
Às vezes gosto de make pesado e um look masculino, como gravata por exemplo.
Outras prefiro make leve salto fino e modelão.
Acho tudo a ver mulher usar gravata. Homem? Legal também, mas prefiro mulher.
Gosto de pegar uma ou outra coisa da moda que tem a ver comigo.
Gosto de pegar uma ou outra coisa da moda que tem a ver comigo.
Ombreiras, por exemplo, não uso nem por uma cobertura com piscina de frente pro mar.
Como entendo muito mais de cinema que de moda e tava assistindo um filme de 74, do diretor alemão Fassbinder, percebi o quanto já tinha visto o estilo do filme em ensaios de revista e desfiles.
Martha é uma mulher alta, seca e muuuito branca.
Tanto que, quando tenta arrasar no bronze pro maridão, vira tostex pimentão. Luxo de horror.
Mas o que eu queria falar é desse estilo de make dos anos 70 que está de volta, bem presente no filme.
Pele pálida, nada de sombra ou lápis, muito curvex ou cílios postiços mesmo (tem que ficar com aquela cara da boneca Emília) e batom vermelho bombeiro.
A expressão, claro, é de inconstância e fragilidade.
Abaixo fotos do último desfile da Miu Miu em Nova York (2009) super inspirado no Fassbinder:

Aqui foto do filme "Marta"(1974)
Apesar das sombrancelhas serem finíssimas, eu não ouso arriscar que isso seja tendência.Acho sombrancelha fina o fim da várzea.
Fora o make, todos, eu disse todos os looks do filme "Martha" são muito atuais.
Ah, o cabelo é uma coisa bem passarela, ou seja, nem em casamento o povo arrisca.
E tem mais, mulher ousada costuma ter cabelo curto, não fica horripilando no penteado.
Dá uma olhada no vestido da Martha nessa cena do filme. Super usável:
Nesse aqui pantalona no branco total com mangas bufantes e gola em laço. Super usaria. Tirando o batom, né? Tô longe de ser branca. Embora esteja faltando uns dias de praia no meu corpo. E o batom que mais gosto é esse do layout do blog mesmo.
Gosto da dançinha deles.
Filme de arrrrrrte, né amor?
Não é pra entender.
libertando a criança que ainda existe em você
Tá muito longe?
Ou é como no meu caso: foto da foto ao invés de scaneamento?
Te liberta dessa sina de ser perfeito, sério e adulto.
Te deixa errar.
Cair e levantar.
Brincar. E rir dessa tua cara anos 80...
beijo em todos amigos que como eu não cresceram e mesmo assim estão cheios das responsabilidades. Sem medo de não errar :b
11 outubro 2009
07 outubro 2009
Para-te-quieto!
Queria dizer tanta coisa que não fui capaz de dizer nada.
A Beta me disse: "...já tá na hora dessa guria ter o que merece"
E eu não consigo fazer nada.
Fico pensando na meditação: "...e quando alguém tentar lhe magoar, ofender, ou lhe deixar tenso, irritado, imediatamente acontecerá algo dentro de você que lhe tornará flexível, tolerante, calmo, utilizando toda sabedoria e tolerância que vem do seu criador..."
OK!
OK!
estou muuito aquém dessa pessoa com traumas de infância, embora eu não incomode ninguém com os meus!
Porém, espero serenamente que ela não cruze meu caminho nos próximos seis anos. Ou eu cometerei coisas inpublicáveis.
Não a vejo por perto. E a grande sorte é dela.
Me mantenho flexível, tolerante, calma e utilizando de todo discernimento...
AMÉM.
A Beta me disse: "...já tá na hora dessa guria ter o que merece"
E eu não consigo fazer nada.
Fico pensando na meditação: "...e quando alguém tentar lhe magoar, ofender, ou lhe deixar tenso, irritado, imediatamente acontecerá algo dentro de você que lhe tornará flexível, tolerante, calmo, utilizando toda sabedoria e tolerância que vem do seu criador..."
OK!
OK!
estou muuito aquém dessa pessoa com traumas de infância, embora eu não incomode ninguém com os meus!
Porém, espero serenamente que ela não cruze meu caminho nos próximos seis anos. Ou eu cometerei coisas inpublicáveis.
Não a vejo por perto. E a grande sorte é dela.
Me mantenho flexível, tolerante, calma e utilizando de todo discernimento...
AMÉM.
03 outubro 2009
29 setembro 2009
Ela me ajuda a arriscar
Estou sentindo uma clareza tão grande
que me anula como pessoa atual e comum:
é uma lucidez vazia, como explicar?
assim como um cálculo matemático perfeito
do qual, no entanto, não se precise.
Estou por assim dizer
vendo claramente o vazio.
E nem entendo aquilo que entendo:
pois estou infinitamente maior que eu mesma,
e não me alcanço.
Além do que:
que faço dessa lucidez?
Sei também que esta minha lucidez
pode-se tornar o inferno humano- já me aconteceu antes.
Pois sei que - em termos de nossa diária
e permanente acomodação
resignada à irrealidade -essa clareza de realidade
é um risco.
Estou arriscando.
que me anula como pessoa atual e comum:
é uma lucidez vazia, como explicar?
assim como um cálculo matemático perfeito
do qual, no entanto, não se precise.
Estou por assim dizer
vendo claramente o vazio.
E nem entendo aquilo que entendo:
pois estou infinitamente maior que eu mesma,
e não me alcanço.
Além do que:
que faço dessa lucidez?
Sei também que esta minha lucidez
pode-se tornar o inferno humano- já me aconteceu antes.
Pois sei que - em termos de nossa diária
e permanente acomodação
resignada à irrealidade -essa clareza de realidade
é um risco.
Estou arriscando.
27 setembro 2009
Tentando andar em linha reta
De todas as coisas difíceis na minha vida, a pior sempre é contar o que aconteceu para minha mãe.
Porque minha mãe é de um dramatismo de deixar o falecido diretor Ingmar Bergman no chinelo.
Mas mãe é assim, né?
Sempre quer designar a filha a não cometer todos os erros que ela própria cometeu. Sempre idealiza a vida sem arranhões, sem quedas, sem ilusões para sua herdeira.
Desculpa, mãe.
Eu não sou perfeita.
E olha que ontem sentei numa mesa de bar com amigos que se diziam a perfeição.
Sabe gente que nunca erra? Nunca trai? Nunca sente inveja ou raiva? Ódio, então...
Afe, Fernando Pessoa...
Era hora de o senhor ainda estar vivo aqui do meu lado.
Eu que já mandei email na hora errada, mensagem enganada e já beijei cara com namorada.
Eu que falo demais quando bebo e, pior!!!! Quando não bebo também.
Eu falo, faço e já fiz merda pra caralho.
Gente, que coisa mais aborrecida pessoas perfeitas.
Gente perfeita não vende.
Gente perfeita não dá ibope.
Gente perfeita é que nem gente moderna, é CHA TA.
O lance é que essas pessoas perfeitas tiveram atritos diversos (como, meu Deus?)
Atritos da internet, atritos das fofocas, atritos por causa de homem (por causa de homem????)
É.
Essa gente que se acha perfeita é admiravelmente incorreta. Ufa.
E é por isso que eu adoro cada uma delas.
Por isso que eu não dispenso a amizade de nenhuma delas.
Porque o Fernando Pessoa já morreu.
E eu não queria me sentir tão sozinha nesse mundo de gente feliz e perfeita.
Com vocês, meu maior ídolo. Ele não era moderno, não era perfeito, só era um belo observador irônico:
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma covardia!
Não, são todos o Ideal, se os ouço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
Amém
Porque minha mãe é de um dramatismo de deixar o falecido diretor Ingmar Bergman no chinelo.
Mas mãe é assim, né?
Sempre quer designar a filha a não cometer todos os erros que ela própria cometeu. Sempre idealiza a vida sem arranhões, sem quedas, sem ilusões para sua herdeira.
Desculpa, mãe.
Eu não sou perfeita.
E olha que ontem sentei numa mesa de bar com amigos que se diziam a perfeição.
Sabe gente que nunca erra? Nunca trai? Nunca sente inveja ou raiva? Ódio, então...
Afe, Fernando Pessoa...
Era hora de o senhor ainda estar vivo aqui do meu lado.
Eu que já mandei email na hora errada, mensagem enganada e já beijei cara com namorada.
Eu que falo demais quando bebo e, pior!!!! Quando não bebo também.
Eu falo, faço e já fiz merda pra caralho.
Gente, que coisa mais aborrecida pessoas perfeitas.
Gente perfeita não vende.
Gente perfeita não dá ibope.
Gente perfeita é que nem gente moderna, é CHA TA.
O lance é que essas pessoas perfeitas tiveram atritos diversos (como, meu Deus?)
Atritos da internet, atritos das fofocas, atritos por causa de homem (por causa de homem????)
É.
Essa gente que se acha perfeita é admiravelmente incorreta. Ufa.
E é por isso que eu adoro cada uma delas.
Por isso que eu não dispenso a amizade de nenhuma delas.
Porque o Fernando Pessoa já morreu.
E eu não queria me sentir tão sozinha nesse mundo de gente feliz e perfeita.
Com vocês, meu maior ídolo. Ele não era moderno, não era perfeito, só era um belo observador irônico:
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma covardia!
Não, são todos o Ideal, se os ouço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
Amém
24 setembro 2009
fetichismo
20 setembro 2009
repetindo padrões
"as mulheres são gatos", me disse um amigo num almoço inusitado no meio da semana, "nunca sabemos qual será sua próxima atitude".
"Já os homens são como cachorros, tão simples. É só chamar que eles vêm."
...ou não, né?
mas, talvez ele tenha razão.
De verdade.
"Já os homens são como cachorros, tão simples. É só chamar que eles vêm."
...ou não, né?
mas, talvez ele tenha razão.
De verdade.
19 setembro 2009
Ainda o patinho feio
Não quero que ninguém descubra que eu não tenho e nem nunca tive a fantasia da mulher-maravilha.
Não quero que ninguém descubra que eu não sou tão corajosa quanto eu gostaria, e que a maioria das atitudes covardes que tive na vida são das que mais me arrependo.
Não quero que ninguém descubra o quanto eu choro em baixo do chuveiro toda vez que não consigo ser realmente sincera por medo.
Eu continuo acreditando em milagres e duvidando do destino.
Continuo falando com estranhos e não ouvindo os amigos.
Continuo cada vez mais perto de mim e mais longe das ilusões.
As ilusões são temporárias, mas muito mais acolhedoras.
Continuo não querendo possuir coisa alguma até que ache o lugar onde eu e as coisas realmente pertençamos.
Não sei onde fica esse lugar.
Mas sei como ele é.
Não quero que ninguém descubra que eu não sou tão corajosa quanto eu gostaria, e que a maioria das atitudes covardes que tive na vida são das que mais me arrependo.
Não quero que ninguém descubra o quanto eu choro em baixo do chuveiro toda vez que não consigo ser realmente sincera por medo.
Eu continuo acreditando em milagres e duvidando do destino.
Continuo falando com estranhos e não ouvindo os amigos.
Continuo cada vez mais perto de mim e mais longe das ilusões.
As ilusões são temporárias, mas muito mais acolhedoras.
Continuo não querendo possuir coisa alguma até que ache o lugar onde eu e as coisas realmente pertençamos.
Não sei onde fica esse lugar.
Mas sei como ele é.
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