Escrever dói.
Mas dói menos do que falar.
Pelo menos para os homens.
Homem não gosta de falar, de relembrar, de perguntar.
A mulher fala porque não se importa tanto com a dor.
O homem não consegue dizer: fica comigo porque eu te amo.
Ele diz: Por que você quer acabar se o nosso sexo é tão bom?
A mulher diz: fica comigo porque eu te amo!
E o homem entende que ela quer transar.
A mulher não perdoa o homem amar outra. Não consegue viver só de sexo.
O homem não perdoa a mulher transar com outro. Não consegue viver só de amor.
- Casa comigo?
- Por quê?
- Porque eu quero comer você todos os dias da minha vida.
- Você nem me conhece.
- Eu te desejo.
- Eu sou uma péssima esposa.
- Já tive boas esposas. Quero variar.
- Eu amo outra pessoa.
- Isso é questão de tempo.
15 janeiro 2010
12 janeiro 2010
folga forçada de janeiro

Se você, como eu, anda tendo folgas forçadas. Típicas do mês de janeiro.
Antes de ir beber todas na Mercearia, vai lá no Luxo, antigo Lux.
Ali na Aspicuelta, 193, a Ciça pode fazer com que tudo fique melhor na sua cabeça, inclusive nas suas sombrancelhas.
Novidade na Era do Aquecimento Global: O Lux (vou continuar chamando de Lux pra sempre) agora tem ar-condicionado.Super fresquinho, eu não queria mais sair lá de dentro: fiz mãos, pés, sombrancelhas e dei uma boa desfiada nos fios - o típico barba, cabelo e bigode dos homens.
Ah, ela atende homens também. E muitos.
Sem dúvida, Ciça é uma das pessoas com maior habilidade com as tesouras daqui de São Paulo.
Vai lá.10 janeiro 2010
03 janeiro 2010
02 janeiro 2010
pedaços reunidos
Toda vez é assim.
Tudo o que eu planejo dá errado e o o que se segue é muito melhor.
Os melhores convidados continuam sendo os penetras
E os melhores bares são os que estão quase fechando.
Os melhores encontros são aqueles já esquecidos.
E os melhores convites são os inusitados.
Só que a existência é isso: a gente faz um monte de planos, vai dormir, acorda e o mundo trata de adulterar tudo.
Eu não estranho mais.
E faço um brinde às mudanças.
Minha diversão está nos pequenos lapsos de felicidade aguda que eu nunca consigo identificar quando em erupção. Somente algumas horas depois quando a boca insiste em mostrar os dentes e os olhos permanecem abertos no escuro do quarto, agora vazio.
Talvez minha ansiedade seja tamanha que eu não consiga identificar o gozo quando ele de fato acontece.
Meu deleite tarda.
É quando eu me perco de mim.
Toda aquela movimentação ao meu redor, da qual também participo para me inserir no novo plano que até então não fazia parte da minha vida.
muda o cenário.
o figurino.
os atores.
os figurantes.
a locação.
muda o jardim?
Muda tudo e eu esqueço.
Porque uma coisa chama muito mais a minha atenção do que essa constante instabilidade que eu piloto como ninguém.
A questão é: eu voltei.
Talvez já faça algum tempo e só agora pude me perceber inteira.
E sendo assim, as mudanças não fazem a menor diferença.
Que continuem belas ou atravessem mares tristes.
Nada importa.
Agora eu sei que é preciso morrer por inteiro para conseguir voltar a ser o que se foi um dia.
E que essa angustia de que tudo escape, na verdade, é a coisa mais plena que existe.
Tudo o que eu planejo dá errado e o o que se segue é muito melhor.
Os melhores convidados continuam sendo os penetras
E os melhores bares são os que estão quase fechando.
Os melhores encontros são aqueles já esquecidos.
E os melhores convites são os inusitados.
Só que a existência é isso: a gente faz um monte de planos, vai dormir, acorda e o mundo trata de adulterar tudo.
Eu não estranho mais.
E faço um brinde às mudanças.
Minha diversão está nos pequenos lapsos de felicidade aguda que eu nunca consigo identificar quando em erupção. Somente algumas horas depois quando a boca insiste em mostrar os dentes e os olhos permanecem abertos no escuro do quarto, agora vazio.
Talvez minha ansiedade seja tamanha que eu não consiga identificar o gozo quando ele de fato acontece.
Meu deleite tarda.
É quando eu me perco de mim.
Toda aquela movimentação ao meu redor, da qual também participo para me inserir no novo plano que até então não fazia parte da minha vida.
muda o cenário.
o figurino.
os atores.
os figurantes.
a locação.
muda o jardim?
Muda tudo e eu esqueço.
Porque uma coisa chama muito mais a minha atenção do que essa constante instabilidade que eu piloto como ninguém.
A questão é: eu voltei.
Talvez já faça algum tempo e só agora pude me perceber inteira.
E sendo assim, as mudanças não fazem a menor diferença.
Que continuem belas ou atravessem mares tristes.
Nada importa.
Agora eu sei que é preciso morrer por inteiro para conseguir voltar a ser o que se foi um dia.
E que essa angustia de que tudo escape, na verdade, é a coisa mais plena que existe.
25 dezembro 2009
20 dezembro 2009
particularidades portoalegrenses
- é impressionante a maneira que as gaúchas olham umas para as outras por aqui. Principalmente se estão com seus machos a tiracolo. Até aquelas que não dão nem mais selinho no marido são capazes de dar um beijo de cinema em plena fila do caixa no Zaffari. É de morrer de dar risada. Entendo, gurias, falta homem por aqui...
- todo mundo aqui acha que eu morro de fome em São Paulo. Sempre tem dois tipos de carboidratos, duas carnes e feijão (??). Ah, e claro, três sobremesas. As pessoas saem da mesa comentando as perspectivas para a próxima refeição, o próximo churras, a próxima festa.
- já combinei tanta coisa com tanta gente que vou ter que ficar por aqui no mínimo dois meses para cumprir agenda (isso que só vou ficar uma semana). É pra descansar e fico mais cansada.
17 dezembro 2009
Borges definindo-me em seus traços

Não acho que tenha escrito tudo.
De algum modo me sinto mais jovem do que quando era realmente jovem.
Não considero mais a felicidade inatingível como antes.
Agora sei que pode acontecer a qualquer momento, mas nunca devemos procurá-la.
Quanto ao fracasso e à fama, parecem-me totalmente irrelevantes.
Agora o que procuro é paz. O prazer do pensamento e da amizade.
E, ainda que pareça demasiado ambicioso, a sensação de amar e ser amado.
intuição felina
Ele é um vira-latas qualquer, desses de rua. Desses conhecidos por toda a vizinhança.
Eu sou uma gata, que apesar de já ter nascido pobre, também sou livre e transcorro muros, caixa d'águas e domicílios.
Ele fareja e pensa que estou próxima.
Eu olho de cima e vejo onde ele está.
Ele percorre a vila livremente.
Eu sou arisca e prefiro observar.
Ele me vê e tenta uma aproximação.
Eu me ouriço e o ponho pra correr.
Eu fujo também.
E me arrependo quando já estou longe.
Ele me esquece entretido com suas firulas mundanas.
Eu me aproximo de novo.
E assim segue nosso balé urbano.
Um mais vira-latas que o outro.
Eu sou uma gata, que apesar de já ter nascido pobre, também sou livre e transcorro muros, caixa d'águas e domicílios.
Ele fareja e pensa que estou próxima.
Eu olho de cima e vejo onde ele está.
Ele percorre a vila livremente.
Eu sou arisca e prefiro observar.
Ele me vê e tenta uma aproximação.
Eu me ouriço e o ponho pra correr.
Eu fujo também.
E me arrependo quando já estou longe.
Ele me esquece entretido com suas firulas mundanas.
Eu me aproximo de novo.
E assim segue nosso balé urbano.
Um mais vira-latas que o outro.
12 dezembro 2009
30 novembro 2009
Sexo de luxo?
A mulher tem mais orgasmos se o cara for...a)...muito alto.
b)...rico ou quase.
c)...mais novo.
E aí? Vai arriscar?
A pesquisa foi feita por Cynthia Gentry, autora de Orgasmos Diários de virar a cabeça. E ela garante que a letra B é a resposta certa:"A preocupação com dinheiro é um dos principais bloqueios que impedem a mulher de relaxar completamente na cama e, portanto, de aproveitar o sexo."
Só repassando e não necessariamente concordando. Eu inocentemente escolhi a letra C.
Tu não?
Como diria Eliana Calligaris, ainda vão ter que estudar muito para entender as mulheres, porque os homens são bem mais fáceis, né?
Vamos lá...
o homem tem mais orgasmos se a mulher for mais...
a) ...alta.

b)...rica.
c)...gostosa.
Longe de parecer machista ou clichê, isso foi só uma brincadeirinha.
Acho que o homem tem mais orgasmos se a mulher for mais segura, ponto final.
29 novembro 2009
23 novembro 2009
09 novembro 2009
EU QUERO VER A RAINHA!!!!
08 novembro 2009
intimidade conquistada
Estava lendo uma entrevista com Alejandro Gonzalez Iñarritu, que diriguiu a bela trilogia: Amores Brutos, 21 Gramas e Babel. Nela ele comentava sobre uma cena de Babel em que Susan (Cate Blanchett) depois de ter sido costurada sem anestesia, dormir e acordar com ressaca de tanta dor, diz ao marido Richard (Brad Pitt) que quer fazer xixi. E amparada pelo marido, se alivia numa bacia.Essa cena do xixi era pra estar também em Amores Brutos, em que igualmente temos um casal em crise como Richard e Susan: a modelo Valéria, depressiva por ter destroçado a perna num acidente, e seu marido Daniel, que tem que cuidar dessa esposa. Como a produtora já estava achando o filme muito longo, cortou na edição final.
Essa cena, aparentemente prosaica, tem uma razão de ser. Extremamente arrependido de não ter brigado por ela em Amores Brutos, Iñarritu fez questão de colocá-la em Babel porque queria mostrar uma intimidade conquistada pelo casal que perdura (ou retorna) mesmo em tempos difíceis.
Já foi dito que essa é uma trilogia sobre a vida. Guillermo Arriaga, roteirista e parceiro de Iñarritu nos três filmes, afirma ser uma trilogia sobre a morte.
A melhor definição para mim é do próprio Iñarrito nessa entrevista: Amores Brutos, 21 Gramas e Babel é uma trilogia sobre a perda.
"Também somos o que perdemos."
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