
Os gênios costumam ser criaturas imensamente sensíveis e por mais egocêntricos que sejam não suportam a injustiça. Talvez porque no fundo se sintam injustiçados, cobrados e criticados o tempo inteiro.
Três anos depois do suicídio de sua melhor amiga, Isabella Blow, na época editora de moda da revista Tatler, que o lançou ao estrelato, Alexander Mcqueen se entrega novamente ao fundo do poço com a perda da mãe, que aconteceu na semana passada, e não se sente capaz de brilhar mais uma vez nas semanas de Moda de Londres e Paris.
Em seus comentários no twitter ele se mostra magoado, injustiçado: "estou deixando meus seguidores saber que minha mãe morreu ontem. se ela não pode me ter, vocês também não RIPmomxxxxxxx"
E desiste.
Talvez, para nós, os não gênios, seja inadimissível esse tipo de atitude.
Como? O cara era um super talento. Reconhecidíssimo por personalidades do mundo inteiro.
O queridinho da sensação do momento: Lady Gaga.
Além de ser amicíssimo de Kate Moss, a modelo veterana mais copiada e com mais estilo no mundo das celebrities.
Seu próximo desfile seria, com pouca margem de erro, ovacionado por público e crítica. E mesmo assim, ele não quis ficar.
Acontece que cada um tem a sua tristeza. E consegue lidar com ela ou não. Já falei aqui que admiro as pessoas que não tem medo de se assumirem tristes. Não as depressivas, mas as que ficam tristes belamente. Gente que está sempre feliz é uma farsa. E está longe de ter poesia.
Mcqueen sabia ficar triste e ir até o fundo do poço. Talvez ele não soubesse voltar. O que em nada diminui o talento que ele era. Se ele não encontrou a paz, se livrou do desespero.
Nesta foto, Mcqueen faz uma homenagem à amiga Kate Moss no término de um desfile em 2005. Pouco após Kate ter sido alvo dos paparazzos e aparecer para o mundo usando cocaína. O estilista achou uma grande injustiça. E gênios não gostam de injustiças.
Eu sou uma falsa jornalista. 




Novidade na Era do Aquecimento Global: O Lux (vou continuar chamando de Lux pra sempre) agora tem ar-condicionado.
Vai lá.
