O deputado Luiz Bassuma, autor do projeto contra a legalização do aborto, garantiu que se o mesmo fosse autorizado pelo estado, acomodaria as mulheres, que deixariam de prevenir a gravidez.
Sendo contra e apresentando suas justificativas, o deputado do Partido Verde, em momento algum sugere uma solução. Porque todos sabemos que os métodos contraceptivos sempre existiram. E por que cargas d'água então, uma em cada sete mulheres já fez aborto e o número da população miserável cresce de forma desgovernada?
Por que é tão dífícil o Brasil tomar uma solução radical?
Por que então, ao invés de legalizar o aborto, não se inicia uma ligadura de trompas de mães que estão na linha da pobreza a ponto de não conseguir sustentar nem um único filho?
Por que não se torna obrigatório uma injeção contraceptiva anual em lugares onde não existe nem escoamento de esgoto?
Por que é tão difícil prevenir que milhares de crianças perambulem pelas ruas, usem drogas e caiam no mundo do crime?
Há mais ou menos 5 anos assisti a uma entrevista no GNT com o médico Ocimar Coutinho, então presidente da Sociedade Brasileira da Medicina Endócrina, em que ele afirmava que o Brasil é campeão de filhos sem pai. "O brasileiro faz filho e o governo tem que criar", ressaltava. O problema é que o governo não dá conta. E se não dá conta, causando outros inúmeros problemas à sociedade, deveria ir atrás de soluções que evitassem de essas mães engravidarem.
Esse tipo de atitude contraceptiva seria, sem dúvida, criticada por uma caravana de gente que acha que encher o mundo de gente é a vontade de Deus!!??
Não há como ter absoluta certeza de que Deus existe mas, se Ele existe deve desprezar a ignorância que leva tanta gente ao sofrimento e as cidades ao caos urbano.
Não sei se sou a favor do aborto. Porém, sou extremamente a favor da ligadura de trompas e da contracepção obrigatória.
Mesmo casais com uma condição financeira estável pensam muito antes de ter filhos, e o número não tem passado de dois.
05 junho 2010
O Bom Fim indispensável de Porto Alegre
Quem, ao visitar Porto Alegre, já pediu dicas a um gaúcho sobre um lugar bacana para gastar as horas livres, já deve ter ouvido falar do Ossip, o boteco mais famoso da capital e um dos pioneiros no bairro Cidade Baixa. Os sócios e irmãos, Diego e Federico Olivari, acabam de inaugurar um irmão mais novo do Ossip no bairro Bom Fim, o Odessa de Isaac Babel, porém para um público mais “oldschool” segundo o próprio Federico, que também é autor dos quadros fantásticos expostos nas paredes do bar: “O nosso público está mais velho, o Odessa é um bar um pouco mais caro, não é um lugar pra pegar garrafa e beber em pé na rua como ainda acontece no Ossip.” E para seguir botando ordem na casa, mesmo a lei antifumo ainda não ter sido aprovada na capital gaúcha, os irmãos uruguaios proibiram o fumo dentro do bar. Para os fumantes ficam reservadas as concorridas mesinhas do lado de fora.Há poucas quadras dali, há menos de um mês, inaugurou o Boris, um restaurante que mistura jazz com gastronomia de chef com preços pra lá de honestos. Ele costuma lotar nas noites de jazz, às terças e sextas, por um público que vai desde estudantes da UFRGS até a outro um pouco mais velho, amantes de Miles Davis entre outros do gênero.
Nas tardes de sol ou mesmo nas de chuva, vale uma visita na Palavraria para tomar um café, ou mesmo um vinho, e saborear os inúmeros livros do cardápio da livraria. Todo novo escritor da cidade quer ter seu livro lançado ali. É pequena, aconchegante e dispensa os Best Sellers de auto-ajuda que vendem aos montes nas livrarias de Shopping.É ali no BOm Fim. Um bairro judeu e bastante familiar, que teve seus tempos de glória assim como seus tempos decadentes em função dos botecos da Avenida Osvaldo Aranha, e agora resurge como o bairro da vez na capital gaúcha.
23 maio 2010
Porto Alegre não tem nada DEMAIS, Porto Alegre é no ponto
Estar em Porto Alegre quando não mais se mora aqui é sensacional.
Ainda mais quando o clima resolve ajudar e fica ameno (algo extremamente raro em terras sulinas).
Estamos em maio e não usei nada de lã. Um final de outono delicioso com charme de primavera.
E depois, aqui eu conheço muito gente,mas quase nunca vejo ninguém. Trata-se de um encontro efêmero e sem culpa.
Aqui podemos beber todas sem encontrar ninguém do trabalho.
Aqui podemos falar um monte de besteiras que ninguém vai ficar lembrando delas durante a semana porque você foi embora.
Têm muito menos lugares que em São Paulo. Então, basta dividir os bem legais e/ou os insuportáveis.
Nessa linha de raciocínio, resolvi vir de encontro a tudo que a minha terra natal tem de mais bacana pra se fazer. Claro que comes e bebes estão muito ligados a esse entretenimento da região. Acontece que já me falaram que Porto Alegre está muito rica culturalmente...isso é o que eu vou conferir na semana, por enquanto o novo ossip dá as caras e as cartas no quesito localização na hora de abrir um boteco.
Porto Alegre confirma que pode ter uma gastronomia de chef com preço honesto e que é capaz de trazer de volta muita gente boa que já havia desistido de investir na capital gaúcha.
O prato de cordeiro com purê de mandioquinha que eu comi hoje e a espumante estrelas do Brasil que bebi ontem não deixaram absolutamente nada a desejar.
Amanhã tem mais...
19 maio 2010
17 maio 2010
O tênis numero 35
Não sei se gosto dele.
A questão é que sempre odiei os sapatos femininos número 35.
Já reparou que sempre tem sapatos número 35 em lojas de calçados? A dona desse tênis deve ter chegado na loja, apontado o modelo que escolheu e ao dizer que calçava 35 a vendedora prontamente trouxe o par escolhido e mais uns oito que ela poderia gostar.
Você que calça 35 pode estar recordando da vez em que pediu um modelo de sandália da vitrine e o 35 havia acabado. Mentira!
Os modelos de sapatos femininos usados para mostruário são sempre os de numero 35. Sim.
E eles usariam que número? O 39?
A dona desse tênis nunca passou pelo constrangimento de pedir o número 39 do modelo em exposição e a atendente da loja insistir que o 38 vai entrar no seu pé.
Eu não conheço a dona desse all star e não gosto dela.
03 maio 2010
Oi, como você está?
A maioria das pessoas têm algumas poucas convicções, e um monte de sensações sobre o mundo, que mudam de acordo com o número de acontecimentos, assim como os impactos que esses provocam em suas vidas.
Isso significa que nós dificilmente somos de uma maneira só, ou somos alguma coisa em específico.
Não, nós não somos. Nós estamos. Nós, no momento, acreditamos.
Não perca tempo afirmando que você é assim ou assado.
Já percebeu o quanto as pessoas têm prazer em dizer, do fundo do seu ego: "Eu sou assim, gosto de fazer assim, acredito nisso."
Você está. Você hoje acredita nisso. Você só gosta disso porque é isso que conhece até agora.
Quanto mais eu leio, quanto mais aprendo, menos certeza tenho de minhas convicções.
E isso é deveras libertador.
Talvez por isso entrevistar uma pessoa é algo efêmero.
Seria preciso acompanhar o entrevistado uma vida toda para obter todas as respostas.
Sobre o "Sexo de Luxo"
Somos garotas comuns. Somos garotas com sonhos. Somos muitas vezes felizes e tantas outras infelizes como qualquer garota.
LEIA MAIS AQUI: http://revistatpm.uol.com.br/revista/99/reportagens/garotas-de-programa-de-luxo.html
28 abril 2010
Como dificultar a vida do passageiro
Gosto muito de viajar TAM.
E isso nada tem a ver com o que eles servem durante o vôo.
Me deprime ouvir pessoas reclamando que numa viagem de pouco mais de uma hora ganharam "apenas" uma barra de cereal ou amendoim.
Se faz tanta questão de comer comida quente enquanto estiver voando faça um vôo internacional. Ou, então, leve uma marmita na bolsa térmica.
Por motivos diversos, de atendimento e tudo o mais, prefiro a TAM do que a GOL.
Um dos motivos era a facilidade de acrescentar os pontos ao cartão fidelidade.
Muitas vezes eu não precisava nem pedir e a atendente do balcão me dizia: "Já acrescentei os seus pontos dessa viagem, senhora"
Enquanto na GOL, não adiantava apenas dar o CPF, eu teria que saber o número do smiles.
O que, obviamente, eu não sei. Então teria que chegar em casa, entrar no site da GOL e adicionar os pontos. Chato.
O que eu achava de tão incrível na TAM se transformou na mesma chatice da GOL. A grande questão é: o site da TAM dificilmente funciona. O que gera uma dupla chatice.
Enquanto ainda sou obrigada a participar do monopólio das companhias aéreas brasileiras, sigo viajando TAM. Por enquanto, que fique claro.
Afinal, em se tratando de site e também no quesito revista, a GOL está anos luz na frente da TAM.
E isso nada tem a ver com o que eles servem durante o vôo.
Me deprime ouvir pessoas reclamando que numa viagem de pouco mais de uma hora ganharam "apenas" uma barra de cereal ou amendoim.
Se faz tanta questão de comer comida quente enquanto estiver voando faça um vôo internacional. Ou, então, leve uma marmita na bolsa térmica.
Por motivos diversos, de atendimento e tudo o mais, prefiro a TAM do que a GOL.
Um dos motivos era a facilidade de acrescentar os pontos ao cartão fidelidade.
Muitas vezes eu não precisava nem pedir e a atendente do balcão me dizia: "Já acrescentei os seus pontos dessa viagem, senhora"
Enquanto na GOL, não adiantava apenas dar o CPF, eu teria que saber o número do smiles.
O que, obviamente, eu não sei. Então teria que chegar em casa, entrar no site da GOL e adicionar os pontos. Chato.
O que eu achava de tão incrível na TAM se transformou na mesma chatice da GOL. A grande questão é: o site da TAM dificilmente funciona. O que gera uma dupla chatice.
Enquanto ainda sou obrigada a participar do monopólio das companhias aéreas brasileiras, sigo viajando TAM. Por enquanto, que fique claro.
Afinal, em se tratando de site e também no quesito revista, a GOL está anos luz na frente da TAM.
26 abril 2010
Soul Kitchen
Soul Kitchen tranquilamente poderia se chamar Soul Kitsch. Afinal, o termo kitsch é de origem alemã.
O filme se passa em Hamburgo e sua cozinha está mais para Kitsch do que para Kitchen.
Eu tentei o filme inteiro não torcer para que as coisas dessem certo, porque esses nem sempre são os filmes mais bacanas, mas eu falhei.
Eu queria que se pelo menos as coisas não dessem certo, o amor vencesse, ou então, todo mundo transasse no final, numa bela suruba coletiva (redundante assim), resultado do tempero da árvore dos índios.
Soul Kitchen é humano. Trata-se de uma geração falida e - para desespero de muitos endirenhados que se esforçam ao máximo para serem modernos - cool.
Eu, que muito já penei em São Paulo, entendo e conheço muitos deles.
Essas pessoas não moram, invadem. Não compram, tomam.
Não pagam impostos e não aceitam que um emergente idiota invente que gazpacho possa ser servido quente.
Acontece que quando eles decidem fazer alguma coisa, essa coisa é simplesmente cool.
Talvez por não terem a intenção.
Talvez por eles não se importarem com os outros, ou com o que pensa a grande maioria.
E, principalmente, por eles não fazerem a menor questão de ser cool.
Gosto de Soul Kitchen.
Especialmente porque quando o filme acaba eu tenho a certeza de que tudo pode dar errado de novo.E mesmo assim a história, como seus personagens, não abandonarão seu ar interessante.
15 abril 2010
11 abril 2010
04 abril 2010
Sobre o amor
E há também o desamor, além do medo de amar.
Mas o primeiro é ainda mais grave, acredito.
O gostar daqueles que desvalorizam a sua pessoa.
O desejo de ser sem importância.
O desamor vem da ausência de afeto, mas também vem de seu excesso.
Se tem algo que nunca me excitou foi ser desvalorizada por alguém.
Daí fico sozinha com meus monstros. Que não são poucos, acredite.
Daí subo no telhado vizinho com Kate e encaro o fim de tarde como o único companheiro que me resta.
E vejo tantos e tantas em busca do desamor que tenho vontade de gritar.
E não grito.
Vontade de mostrar o caminho.
E não mostro.
A vontade deve ser alheia. A vontade tem que vir de si.
Ou o desamor não finda.
Ou o desamor se instala.
Mas o primeiro é ainda mais grave, acredito.
O gostar daqueles que desvalorizam a sua pessoa.
O desejo de ser sem importância.
O desamor vem da ausência de afeto, mas também vem de seu excesso.
Se tem algo que nunca me excitou foi ser desvalorizada por alguém.
Daí fico sozinha com meus monstros. Que não são poucos, acredite.
Daí subo no telhado vizinho com Kate e encaro o fim de tarde como o único companheiro que me resta.
E vejo tantos e tantas em busca do desamor que tenho vontade de gritar.
E não grito.
Vontade de mostrar o caminho.
E não mostro.
A vontade deve ser alheia. A vontade tem que vir de si.
Ou o desamor não finda.
Ou o desamor se instala.
22 março 2010
Para leigos no assunto como eu
Minha bebida é a cerveja. E quando faz um frio do tipo que tem feito na capital, eu abro uma exceção para o vinho. E vou dizer que abro uma garrafa como poucas. "Uma mulher deve saber abrir uma garrafa de vinho sem precisar da ajuda de um homem", diria minha grande amiga Clarissa. Eu concordo, não apenas de vinho, mas de champanhe também. E sem estrondos, please.
E convenhamos, temos vinhos extremamente acessíveis e deliciosos, como os produzidos na região de Mendoza, na Argentina.
Participando de uma degustação sobre os Malbec dessa área, percebi que o vinho mais caro não é necessariamente o mais gostoso.
Pra quem como eu não sabia, Malbec, uva de origem francesa, é a principal uva da Argentina, sendo Mendoza a maior região produtora, responsável por 85% dos vinhos de qualidade do país.
Começamos com o Argento Malbec 2008
Um vinho reserva, mas que não passa por madeira, e sim por inox. Um vinho ok.
Para o dia a dia. Ou para saborear junto com uma entradinha de carpaccio. Não é encorpado.
Custa 23 reais. Tem aroma frutado e desce que é uma beleza.
Como a rolha é de plástico, o ideal é bebê-lo no dia em que ele foi aberto.
Caso sobre, devemos colocar na geladeira e usá-lo como ingrediente em algum prato no dia seguinte.
Três dias depois de aberto não serve nem pra vinagre.
O segundo aberto foi o Paris Goulart Clássico 2007
Esse foi envelhecido por 6 meses em barricas de carvalho.
Por isso custa um pouco mais, 45 reais. É um vinho mais forte pra acompanhar a refeição.
Não é o tipo de vinho que se fica degustando, porque tem um sabor bem ácido no final.

Depois veio o meu preferido, o Séptimo Dia Malbec 2007
Gostei tanto desse que comprei uma garrafa no final da degustação.
Ele foi envelhecido durante 10 meses em barricas de carvalho americano e francês.
Ok, eu não faço a menor idéia de o que faz o carvalho francês ou o carvalho americano ser importante na questão vinho, mas deve fazer diferença, já que o Séptimo Dia custa 55 reais.
Não é o mais caro mas, sem dúvida, o melhor. Bem mais encorpado que os outros dois, tem aroma amadeirado de nozes. O sabor é sensacional, e parece ser ideal para acompanhar carnes vermelhas e massas em geral.
O eleito.
Bodega Norton Reserva 2006 é exportado para mais de 40 países. É envelhecido em carvalho francês por um ano e tem um aroma bem mais defumado.
Aliás, o gosto é muito melhor que o aroma.
Este sai pela quantia de 63 reais.
Vale? Vale. No entanto, ainda fico com o Séptimo.
Luigi Bosca Doc Malbec 2006
Falou em Doc é porque o negócio ficou sério, entendeu?
Na real eu não entendi muito bem. A denominação de Doc é de origem controlada.
Esse vinho é produzido em uma das vinícolas de maior sucesso na Argentina.
Tem aroma de baunilha com café e é bem encorpado.
O sabor no início é meio ácido, mas depois de um tempo na boca lembra mel. Delícia.
Quer provar? 82 reales.
Vale lembrar, pra degustar bem um vinho devemos deixá-lo por um tempo na boca.
E por fim, eu que já tinha degustado duas belas taças de Séptimo Dia, além de uma de cada dos outros, já estava japonesa e combinando uma viagem às vinícolas de Mendoza, degustei por fim o Rutini Malbec 2006
É importante saber que esse vinho, por ficar mais de um ano em carvalho 80% francês e 20% americano, deve ser bem decantado. É um vinho mais macio com sabor de avelã bastante amadeirado. A vinícola que produz esse vinho preza mais pela qualidade do que pela quantidade.
Você pode degustá-lo por 119 reais.
Pra quem, como eu, acha charmoso decantar o vinho, fique sabendo: o decanter serve apenas para vinhos que ficam acima de 10 meses em barricas de CARVALHO, não de inox como a maioria dos vinhos na faixa dos 20 reais.
Sim, os vinhos também choram. E quanto mais finas as lágrimas, maior o seu teor alcóolico.
Tô adorando praticar meu amadorismo com vinhos.
Desvatagem do vinho? Segundo Samuel Johnson, dar palavras aos pensamentos.
Enjoy.
E convenhamos, temos vinhos extremamente acessíveis e deliciosos, como os produzidos na região de Mendoza, na Argentina.
Participando de uma degustação sobre os Malbec dessa área, percebi que o vinho mais caro não é necessariamente o mais gostoso.
Pra quem como eu não sabia, Malbec, uva de origem francesa, é a principal uva da Argentina, sendo Mendoza a maior região produtora, responsável por 85% dos vinhos de qualidade do país.
Começamos com o Argento Malbec 2008
Um vinho reserva, mas que não passa por madeira, e sim por inox. Um vinho ok.
Para o dia a dia. Ou para saborear junto com uma entradinha de carpaccio. Não é encorpado.
Custa 23 reais. Tem aroma frutado e desce que é uma beleza.
Como a rolha é de plástico, o ideal é bebê-lo no dia em que ele foi aberto.
Caso sobre, devemos colocar na geladeira e usá-lo como ingrediente em algum prato no dia seguinte.
Três dias depois de aberto não serve nem pra vinagre.
O segundo aberto foi o Paris Goulart Clássico 2007
Esse foi envelhecido por 6 meses em barricas de carvalho.
Por isso custa um pouco mais, 45 reais. É um vinho mais forte pra acompanhar a refeição.
Não é o tipo de vinho que se fica degustando, porque tem um sabor bem ácido no final.

Depois veio o meu preferido, o Séptimo Dia Malbec 2007
Gostei tanto desse que comprei uma garrafa no final da degustação.
Ele foi envelhecido durante 10 meses em barricas de carvalho americano e francês.
Ok, eu não faço a menor idéia de o que faz o carvalho francês ou o carvalho americano ser importante na questão vinho, mas deve fazer diferença, já que o Séptimo Dia custa 55 reais.
Não é o mais caro mas, sem dúvida, o melhor. Bem mais encorpado que os outros dois, tem aroma amadeirado de nozes. O sabor é sensacional, e parece ser ideal para acompanhar carnes vermelhas e massas em geral.
O eleito.
Bodega Norton Reserva 2006 é exportado para mais de 40 países. É envelhecido em carvalho francês por um ano e tem um aroma bem mais defumado.
Aliás, o gosto é muito melhor que o aroma.
Este sai pela quantia de 63 reais.
Vale? Vale. No entanto, ainda fico com o Séptimo.
Luigi Bosca Doc Malbec 2006
Falou em Doc é porque o negócio ficou sério, entendeu?
Na real eu não entendi muito bem. A denominação de Doc é de origem controlada.
Esse vinho é produzido em uma das vinícolas de maior sucesso na Argentina.
Tem aroma de baunilha com café e é bem encorpado.
O sabor no início é meio ácido, mas depois de um tempo na boca lembra mel. Delícia.
Quer provar? 82 reales.
Vale lembrar, pra degustar bem um vinho devemos deixá-lo por um tempo na boca.
E por fim, eu que já tinha degustado duas belas taças de Séptimo Dia, além de uma de cada dos outros, já estava japonesa e combinando uma viagem às vinícolas de Mendoza, degustei por fim o Rutini Malbec 2006
É importante saber que esse vinho, por ficar mais de um ano em carvalho 80% francês e 20% americano, deve ser bem decantado. É um vinho mais macio com sabor de avelã bastante amadeirado. A vinícola que produz esse vinho preza mais pela qualidade do que pela quantidade.
Você pode degustá-lo por 119 reais.
Pra quem, como eu, acha charmoso decantar o vinho, fique sabendo: o decanter serve apenas para vinhos que ficam acima de 10 meses em barricas de CARVALHO, não de inox como a maioria dos vinhos na faixa dos 20 reais.
Sim, os vinhos também choram. E quanto mais finas as lágrimas, maior o seu teor alcóolico.
Tô adorando praticar meu amadorismo com vinhos.
Desvatagem do vinho? Segundo Samuel Johnson, dar palavras aos pensamentos.
Enjoy.
18 março 2010
Por que somos sempre nós que tomamos a iniciativa?
Acho que sou capaz de perdoar tudo num homem, menos a covardia.Talvez por isso tenha sentido ojeriza do jogador do flamengo, ou será o goleiro (quem se importa!), que formulou a estúpida frase: "Quem nunca saiu na mão com a mulher?"
E também tenha sentido asco de um certo participante do BBB 10 que decidiu se proteger colocando a "namoradinha" na berlinda. Sim, eu assisto BBB. Não, o BBB não é o centro de minhas atenções, apenas passatempo descartável. Gosto de perceber o comportamento humano. E embora os participantes de um reality show sejam motivo de chacota pela falta de cultura geral de todos, consigo perceber reações muito parecidas no dia a dia dos mais letrados.
percebo que as mulheres são as grandes corajosas nas relações: na hora do parto, na escolha por ter ou não ter filhos, na decisão de casar ou não casar, na hora de terminar um relacionamento e na hora de dizer:
"Eu te amo, porra!"
Então vejo que ser covarde não se trata apenas de bater numa mulher, ou preferir se proteger a protegê-la. Esses são atos extremos de covardia. Ser covarde está nas pequenas atitudes do dia a dia: não conseguir terminar uma relação extremamente desgastada, não conseguir se declarar, preferir sofrer a se mostrar frágil, só se assumir apaixonado quando tem certeza do amor da outra pessoa, ter vergonha de sofrer, perder uma chance por se preocupar com o que os outros vão pensar, e por aí vai.
E, pqp, está cheio de homens assim. Fingindo que está tudo bem, mas chorando por dentro. Dizendo que não está nem aí apenas porque vive sua vida em função dos outros e do seu marketing pessoal de fodão, que significa, em outras palavras: COVARDE.
Quando encontro um cara que diz: eu sofri pra caramba por amor. Não deixei de viver minha vida, mas sofri! Eu fui abandonado ou fui traído. Minha mulher não queria mais transar comigo e isso me deixou mal. A culpa é dela ou minha e tanto faz porque eu queria ela de volta agora.
Quando vejo um cara assumir isso tenho vontade de pedir ele em casamento.
Porque a maioria é levado pelo vento, como o saquinho do video no post citado: pela opinião dos amigos, pelo ego, pelo comodismo ou pela própria estupidez mesmo.
Coragem de se expor.
Porque se conseguimos fazer tudo o que eles fazem e mais um pouco, essa dignidade deveria ser conquistada por uma maior fatia da população masculina.
Ah, eu já fiz o meu pedido de casamento.
15 março 2010
O sabonete que te alisa embaixo do chuveiro
Imperdível pra quem se escabela chorando com a mais brega música do rei, e o pior, não tem medo de admitir. Ou até pra aquele que se diz "cool" e curte as músicas da jovem guarda.Destaque para as lambretas coloridas onde o público pode sentar enquanto assiste grandes momentos de Roberto e Erasmo Carlos.
Mas sem dúvida, e muito bem pensado, os puffs com caixas de som acopladas são a sensação e o descanso depois de por fim chegar ao último andar da exposição.
Foi nesses puffs que minha amiga Clarissa e eu tivemos a sorte de ouvir Cavalgada, um grande hit do astro Rei:"Estrelas mudam de lugar
Chegam mais perto só pra ver
E ainda brilham de manhã
Depois do nosso adormecer"
Ou ainda, Cama e Mesa:
"Eu quero ser seu travesseiro
E ter a noite inteira
Pra te beijar durante
o tempo que você dormir"
Se não fosse brega não seria romântico, e tem mais, pode ser até mentira, que a gente vai adorar.
Na OCA - Parque Ibirapuera - até dia 8 de maio
RC - 50 anos de música
de terça a domingo - das 10h às 21h
terça e quarta - 5 reais
nos outros dias - 20 reais
enjoy!
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