11 setembro 2008

Ponto Final


Não escrevo para parecer coisa alguma.
Sempre escrevi e escrever pra mim é como um alívio.
Algumas vezes não consigo dormir e basta escrever tudo aquilo que passa em forma de texto, ou não, na minha mente e pronto. Durmo.
Não escrevo porque hoje existem blogs. Escrevia muito antes disso e por necessidade.

Escrever vem de um excesso de calor na alma. É uma espécie de hipnose que faz com que deixemos de prestar atenção no mundo ao redor e passemos a formular cada parágrafo numa vida parelela.
Escrever não é fácil mas, acredito que está inerente no sujeito ou não. Não trata-se de uma escolha.

Estou certa que escrever é ato egoísta e presunçoso.

Não precisamos ser entendidos por ninguém. A página em branco nos basta.

É como ignorar toda a existência ao redor.


E eu tenho um acervo de idéias se formando e saltitando aqui dentro. Mas há tempos em que não se tem tempo...

Um comentário:

Pattiê que fica, disse...

Ó, eu concordo contigo, hein... E parafraseando Miss Lispector (minha eterna musa inspiradora): "A escrita é uma maldição, mas uma maldição que salva". Amém!