16 outubro 2008

Pensar é Para Todos?

O bom de pensar, raciocinar, ler e se informar é que tu pode gozar as futilidades do mundo de vez em quando, pode falar coisas sem nexo durante uma noite inteira de boemia, pode passar por uma maratona de doze horas de sexo contínuo e ainda assim tua essência permanecerá.
Quem não pensa, ao contrário, vive constantemente as tolices e vaidades do mundo.
Se apega a coisinhas pequenas.
Não há um período de sobriedade, talvez nem de embriaguês. É uma ressaca permanente.
O conhecimento ninguém nos tira e ele não é herdado. Ou vamos atrás, ou não.
É tão bom viajar pra um lugar e conhecer a história dele, mesmo que esse conhecimento aconteça durante a viagem.
Ter curiosidade além dos pontos turísticos e do consumismo que o local oferece.
O que quero dizer é que dá pra ter tudo sim! Porque eu não trabalho pra "fazer balada" e consumir apenas.
Trabalho pra consumir cultura também, para ingerir e digerir cultura.
E dá perfeitamente para integrar as duas coisas.
Um exemplo que eu adoro é uma das minhas melhores amigas que deixei em Porto: ela é linda, tem o melhor gosto do mundo pra se vestir, tem uma biblioteca em casa e uma na cabeça, viaja pra caramba, escreve como poucos, tem um excelente gosto musical e é muito bem-sucedida na profissão que escolheu.
Ou seja, paradoxos existem, eu tento ser um e admiro tudo aquilo que foge do óbvio e do senso comum.
Porque só o fútil me causa náuseas.
Assim como só o intelectualismo me cansa.

3 comentários:

elisa disse...

Adorei.

Acho que o nome disso é equilíbrio! Parabéns aos que já o alcançam (como tu) e aos que buscam por ele (aí que eu me encaixo).

Beijo.

Pattiê que fica, disse...

Tá, permita-me discordar de um ponto: o título.

Pensar não é para todos, já a futilidade...

Juliana Menz disse...

Elisa, estou na busca tb:)

Bruna, ser para todos até é, a questão é o querer, né?