14 março 2009

Abraços noturnos de Galeano

Não consigo dormir. Tenho uma mulher atravessada entre minhas pálpebras.
Se pudesse, diria a ela que fosse embora; mas tenho uma mulher atravessada em minha garganta.

Acordei em clima de sonho e me deparei com a ...
realidade?
Diante de mim fatos.
De fatos não há como fugir.
Diante de mim contos de ficção e aqueles baseados em fatos reais.

Permitimos que o realismo fantástico vire o concreto de nossas vidas.
E Jorge Luis Borges chega em forma de poema na madrugada tardia.

Pois é em meio a esse realismo fantástico que acordo e saio em busca de minha gata.
E por mais que eu ande, ainda há muito para andar.
Fatos são como paralelepipidos devidamente encaixados no asfalto.
De fatos não há como fugir.

Eu adormeço às margens de uma mulher; eu adormeço às margens de um abismo.

2 comentários:

Pattiê que fica, disse...

eita...

PS: hoje tá foda pra dormir.

Anônimo disse...

é muita locura