04 abril 2010

Sobre o amor


E há também o desamor, além do medo de amar.
Mas o primeiro é ainda mais grave, acredito.
O gostar daqueles que desvalorizam a sua pessoa.
O desejo de ser sem importância.

O desamor vem da ausência de afeto, mas também vem de seu excesso.
Se tem algo que nunca me excitou foi ser desvalorizada por alguém.
Daí fico sozinha com meus monstros. Que não são poucos, acredite.
Daí subo no telhado vizinho com Kate e encaro o fim de tarde como o único companheiro que me resta.

E vejo tantos e tantas em busca do desamor que tenho vontade de gritar.
E não grito.
Vontade de mostrar o caminho.
E não mostro.
A vontade deve ser alheia. A vontade tem que vir de si.
Ou o desamor não finda.
Ou o desamor se instala.

Um comentário:

Pattiê que fica, disse...

putz, guria! estamos em constante sincronicidade... obrigada, mais uma vez.

beijos