02 maio 2008

Excesso de zelo amoroso

Não, eu não vou acusar o pai, a madrasta, a insensibilidade da mãe ou a frieza do avô paterno.
Não.
Pra mim esse caso já tem sua solução e se encerra em si.
Não há mais o que ser dito.

Eu vou falar sobre um sentimento que sempre me incomodou e que eu acredito ser responsável por uma quantidade infinita de problemas nos relacionamentos: o ciúme.
Esse que acredito ser um dos sentimentos mais estúpidos que existem.
O ciúme nunca tem bom senso e sempre age na espreita.
E acredite ou não, se tu és do tipo ciumento, não mede esforços pra descobrir "alguma coisa", seja ela qual for, exista ela ou não.
A pessoa ciumenta é de uma insegurança irritante. O fato de ter ou não filhos, não amadurece esse tipo de criatura, que tem uma carência tão insuportável que, na maioria das vezes, não aguenta a pressão de ter alguém dependendo dela, precisa ser sempre a dependente.
Enfim.
A infantilidade já adulta do ciúme me causa náuseas. Nunca consegui ter um relacionamento saudável com esse tipo de pessoa que, eu acredito sim, pode partir para qualquer tipo de ignorância ao ser contrariada.
É preciso haver muita cumplicidade ciumenta para que o caso dê certo. E ainda assim, tudo pode dar errado.

Lembrando o poeta maldito, Glauco Mattoso, isso trata-se apenas de um desabafo individual.

2 comentários:

Pattiê que fica, disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Pattiê que fica, disse...

Sabe o que dizem quando eu não ajo com ciume, ou posse, em determinadas situações que, teoricamente, "justificariam" tal postura? Dizem "que sou fria..." E desde quando ser racional e parar para pensar é sinônimo de frieza? Ai ai ai... concordo contigo! E também acabo de fazer um desabafo... rsrsrs